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Fim da colheita do algodão deixa produtores de MS satisfeitos

11 setembro 2011 - 08h57

As máquinas trabalham em ritmo acelerado para concluir a colheita do algodão na safra de verão em Chapadão do Sul, a 320 quilômetros de Campo Grande. O produtor, que investiu em média R$ 4,2 mil por hectare, esperava mais produtividade. Mas o clima atrapalhou os planos e a quebra foi inevitável. Em média, as perdas chegaram a 20% nas lavouras da região.

O excesso de chuva nos meses de fevereiro e março prejudicou o desenvolvimento das plantas e comprometeu o enchimento nas partes mais baixas. Resultado sentido na hora da colheita.

Paulo Bussolin é gerente de duas fazendas no município. Juntas, elas produziram dois mil hectares de algodão. A expectativa era colher 300 arrobas de algodão em caroço por hectare. Só conseguiram colher 250. “A gente teve apodrecimento da formação do baixeiro em março, e em abril, quando estava formando o ponteiro da planta, faltou chuva e não teve um enchimento bom. Então isso levou à queda da produtividade”, explica o gerente.

Darci Borgelt plantou 400 hectares, mas colheu apenas 200 arrobas por hectare de algodão em caroço. Como já havia comprometido parte do produção para pagar os insumos, restou pouco produto para negociar a venda. “Vou vendendo parceladamente até janeiro. Com isso dá uma liquidez”, diz o produtor.

Quem usa o algodão para financiar outras culturas também sentiu os reflexos do clima. Fabiano Muller é responsável técnico de uma fazenda na divisa de Mato Grosso do Sul com Goiás. Toda a produção de verão foi usada como moeda de troca. Se as perdas fossem mais acentuadas, certamente honrar os compromissos ficaria mais difícil. “Acreditamos que a gente vá cumprir com segurança com o volume comprometido, só que não vamos ter algodão excedente”, afirma.

Apesar das perdas, os produtores estão satisfeitos com a qualidade das plumas - tipo exportação - com o preço pago pelo produto. No mercado, a arroba de pluma varia entre R$ 55 e 60. Preço considerado bom para uma safra cheia de desafios. “A tendência do preço seria cair logo após a colheita ou depois da colheita, e isso não está acontecendo. O preço está se mantendo com leve tendência de alta”, comenta o produtor Adriano Loefe.

Nas usinas de beneficiamento, o algodão que chega é classificado por tipo e coloração das plumas. Neste ano a qualidade superou as expectativas. "Vem com poucas impurezas e está com uma qualidade muito boa, e a coloração é bem branca. No ano passado tivemos algodão mais acinzentado por excesso de chuva", diz o gerente José Antônio Zani Bone.

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