Menu
Busca sábado, 19 de setembro de 2020
(67) 99659-5905
JUSTIÇA

Drogaria indenizará consumidora por importunação contra atendente

06 agosto 2020 - 17h50Por Da Redação

A 1ª Câmara Cível do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato G|rosso do Sul) manteve decisão de primeiro grau que julgou procedente ação movida por uma cliente contra uma drogaria. A empresa deverá pagar R$ 20 mil a título de dano moral, pois um funcionário praticou importunação sexual contra a cliente. O fato é considerado contravenção penal e o autor realizou transação penal, o que comprova a conduta.

Segundo os autos do processo, a mulher foi a uma unidade da drogaria e, quando foi na sala reservada para procedimentos curativos, aplicação de vacinas e de medicamentos, o funcionário teria assediado a cliente e aproximou-se de seu pescoço.

Após perder a ação em primeiro grau, a empresa farmacêutica ingressou com Apelação Cível no Tribunal de Justiça de MS argumentando que a sentença baseia-se apenas no testemunho da vítima, além de que não houve conduta que ensejasse reparação civil uma vez que, ao sair da sala, a apelada estava tranquila e feliz, não demonstrando reação de medo e tristeza.

Contudo, o relator do recurso, juiz substituto em segundo grau Luiz Antônio Cavassa de Almeida, lembrou que está incluso nos autos que houve a transação penal, aceita pelo funcionário da drogaria, denunciado pela prática do art. 67 da Lei de Contravenções Penais.

“A existência de transação penal inviabiliza a rediscussão do ato cuja natureza ilícita ficou claramente demonstrada no procedimento criminal, tornando certa a obrigação de indenizar o dano causado”, disse o magistrado, baseando seu voto no art. 935, segunda parte, do Código Civil.

A indenização, na visão do relator, baseia-se, também, no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90). E a responsabilidade pelos danos ocasionados independe da existência de culpa. “Denota-se que a apelada sentiu-se indefesa diante da situação, pois encontrava-se em uma sala de vacinação trancada, e diante da atitude do funcionário, sentiu-se humilhada, constrangida, motivo pelo qual saiu da farmácia e prontamente procurou a Delegacia de Polícia e registrou o boletim de ocorrência”, disse, ressaltando que “em casos desta natureza, a palavra da vítima tem relevante valor probatório, soma-se a isto que o caderno investigativo possui fé pública e valor probante para o reconhecimento das informações nele consignadas, o que evidencia ainda mais as alegações da autora/apelada”.

A decisão foi unânime em negar provimento, mantendo inalterada a sentença, e realizada em sessão permanente e virtual da 1ª Câmara Cível do TJMS.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PANDEMIA
Brasil registra 739 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas
POLÍCIA
Adolescente de 17 anos estupra criança de seis em Laguna Carapã
BRASIL
Mourão defende que dados de queimadas passem por 'ajustes e correções'
REGIÃO
Homem descumpre medida protetiva, persegue a ex pela internet e vai preso
BRASIL
Barroso defende trabalho da imprensa no combate à desinformação
DADOS
Pandemia do coronavírus reduz em 50% doações de medula óssea em MS
POLÍCIA
Dois ficam feridos em acidente na MS-134
TURISMO
Governo federal regulamenta turismo de trilhas no Brasil
RIO BRILHANTE
Homem de 56 anos cai de trator e morre atropelado em fazenda
PARANAÍBA
Homem quebra móveis, bate na mulher e vai preso

Mais Lidas

PERIGO POTENCIAL
Vendaval pode atingir Dourados e outras 35 cidades de MS, segundo alerta do Inmet
DOURADOS
Mulher estaciona em vaga preferencial e é xingada por médico
ELEIÇÕES 2020
Convenções chegam ao fim e sete nomes são lançados à prefeitura de Dourados
FRONTEIRA
Estudante morre após procedimento estético em clínica clandestina