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ECONOMIA

Dólar sobe e fecha em R$ 3,33 após adiamento da votação da reforma da Previdência

14 dezembro 2017 - 18h05Por G1

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (14) após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciar que a votação da reforma da Previdência ficará para fevereiro de 2018, alimentando temores sobre as contas públicas e piora na classificação de risco do país.

O dólar avançou 0,62%, a R$ 3,3365 na venda, maior patamar desde 23 de junho (R$ 3,339). Na máxima, a moeda norte-americana foi a R$ 3,3490.

"Há ceticismo sobre se o texto será aprovado em 2018, há eleições. As negociações (políticas) vão continuar no recesso e seguem no foco, mas o mercado também começa a olhar possíveis rebaixamentos de ratings", afirmou à Reuters o gerente da mesa de câmbio do banco Ourinvest, Bruno Foresti.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que a reforma da Previdência só será votada na Casa após o Carnaval, no dia 19 de fevereiro, e avaliou que a proposta terá entre 320 e 330 votos favoráveis quando for a plenário.

Logo em seguida, a agência de classificação de risco Moody's divulgou nota afirmando que o adiamento era um fator negativo para o Brasil e que fortalecia "as preocupações sobre a capacidade do governo para cumprir o teto de gastos e endereçar efetivamente as tendências fiscais adversas que têm gerado uma persistente deterioração do perfil de crédito do país nos últimos anos".

A reforma da Previdência é considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem e o governo vinha trabalhando intensamente para tentar colocá-la em votação na Câmara dos Deputados neste ano ainda.


O Banco Central vendeu o total de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de janeiro. Até agora, rolou o equivalente a US$ 7 bilhões do total de US$ 9,638 bilhões que vencem no mês que vem.

"Se a alta do dólar ganhar corpo e ir a R$ 3,35, acredito que o BC pode tomar providências para controlar a volatilidade. Se ele não atuar, vejo espaço para a moeda norte-americana subir ainda mais", disse o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

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