Menu
Busca sábado, 11 de julho de 2020
(67) 99659-5905
COTAÇÃO

Dólar sobe e fecha a R$ 4,25, próximo do recorde histórico

30 janeiro 2020 - 17h50Por G1

O dólar comercial fechou em forte alta nesta quinta-feira, dia 30 de janeiro, próximo de seu recorde nominal (sem considerar a inflação), na esteira da forte aversão global a risco por temores relacionados ao coronavírus e seu possível impacto econômico na China.

A moeda norte-americana encerrou o dia em valorização de 0,90%, vendida a R$ 4,2574. Na máxima, chegou a R$ 4,2725. Veja mais cotações.

O recorde histórico foi alcançado no dia 27 de novembro do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 4,2584.

No dia anterior, a moeda terminou o dia vendida a R$ 4,2193, em alta de 0,62%. No ano, a moeda já acumula alta de 5,22%.

Coronavírus

Em todo o mundo, investidores temiam as consequências do surto de coronavírus para o crescimento da segunda maior economia do mundo, o que impulsionou o dólar contra boa parte das divisas arriscadas, como peso mexicano, lira turca, dólar australiano e iene chinês.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que a epidemia de coronavírus na China agora constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O número de mortos pelo vírus já passa de 170 em 18 países. A China continua sendo o mais afetado.

Política monetária

Na véspera, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, decidiu manter inalterada a taxa básica de juros do país, no intervalo entre 1,5% e 1,75%.

Juros mais baixos nos EUA estimulam investidores a levar recursos para outros mercados, como emergentes, caso do Brasil – o que poderia ajudar a melhorar o fluxo cambial e valorizar a moeda doméstica.

Por aqui, o Banco Central divulgará no dia 5 de fevereiro vem sua decisão sobre os juros, com analistas esperando um corte de 0,25 ponto percentual, para um novo piso histórico de 4,25%. A Selic está atualmente em 4,50% ao ano.

Para o mercado, a sinalização de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira abre espaço para um Banco Central brasileiro inclinado a uma política monetária afrouxada.

Analistas têm afirmado que o movimento de depreciação do real está relacionado à perda de atratividade da moeda como ativo, entre outros fatores, por causa do retorno "extra" oferecido pela renda fixa brasileira em comparação a seus pares, na esteira dos cortes da Selic a sucessivas mínimas recordes.

Além disso, o Banco Central anunciou que realizará leilão de swap tradicional na segunda-feira para rolagem do vencimento de 1º de abril.

A última atuação do BC no mercado cambial via leilões ocorreu em 20 de dezembro passado, quando a autoridade monetária vendeu 465 milhões em dólar à vista e, ao mesmo tempo, negociou 9.300 contratos de swap cambial reverso – como parte da estratégia de trocar posição cambial do mercado de derivativos por dólar spot (à vista).

Deixe seu Comentário

Leia Também

FUTEBOL
Fifa adia início das eliminatórias sul-americanas para outubro
CAMPO GRANDE
Polícia encontra mais de 100kg de drogas em residência
CASSEMS
Veja quem pode e como realizar testes rápido e molecular para detecção de Covid-19
REGIÃO
PMA apreende petrechos ilegais de pesca no rio Miranda
BRASIL
Mourão: empresários pedem definição de metas para a Amazônia
LADÁRIO
Homem posta vídeo de manobras perigosas em caminhonete e é multado
ECONOMIA
Dólar fecha em queda nesta sexta em semana marcada por sobe e desce
CAMPO GRANDE
Corpo de homem com mãos e pés amarrados é encontrado em mata
MS-162
Mais de meia tonelada é apreendida em Dourados após perseguição
BRASIL
Prova de vida de aposentados e pensionistas é suspensa até setembro

Mais Lidas

ACIDENTE DE TRABALHO
Douradense morre após ser atingido na cabeça por peça de elevador de 20kg
PANDEMIA
Pneumologista é o terceiro médico a morrer por covid-19 em Dourados
DOURADOS
“Ele não conseguiu terminar o último plantão”, diz esposa de médico vítima da Covid
DOURADOS
Decreto é alterado e agora autoriza delivery e drive-thru para bares e conveniências