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ECONOMIA

Dólar sobe 1,7% com risco de país ser rebaixado de novo

10 dezembro 2015 - 20h50

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (10) em alta de 1,7%, a R$ 3,801 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 1,92%.

Na véspera, a agência de classificação de risco Moody's colocou a nota de crédito do Brasil em revisão para rebaixamento.

Em agosto, a Moody's já havia cortado a nota do Brasil de "Baa2" para "Baa3", o último degrau do chamado grau de investimento --indicador de que o país ou empresa é considerado um bom pagador, um lugar recomendável para os investidores aplicarem seu dinheiro. Se houver um novo corte pela Moody's, o país perde o selo de bom pagador.

Operadores ouvidos pela agência de notícias Reuters acreditavam que a reação à notícia tende a ser contida porque muitos já trabalhavam com o cenário de perda do grau de investimento nos próximos meses.

"Eu diria que o mercado já deu conta de boa parte do ajuste que precisa ser feito para incorporar o downgrade [rebaixamento]", disse um operador de uma gestora de recursos internacional à Reuters.

Ele afirmou que não é incomum que o mercado se antecipe ao movimento das agências de classificação de risco, lembrando que o dólar vem sendo negociado perto dos níveis em que se encontrava antes de outra agência, a Standard & Poor's, rebaixar o país para o grau especulativo, em setembro.

"Talvez o downgrade venha um pouco mais cedo do que alguns esperavam, mas isso está longe de ser algo que muda o jogo", acrescentou.

Além da Moody's, o país ainda tem o grau de investimento pela Fitch, outra grande agência de classificação de risco. Já a Standard & Poor's tirou o selo de bom pagador do país em setembro.

Um segundo rebaixamento pode ter impacto no mercado ainda maior do que o primeiro, porque muitos investidores estão impedidos de deter títulos que não tenham o selo de bom pagador por pelo menos duas das três principais agências de classificação de risco.

A visão dos operadores é que o dólar pode até subir no curto prazo, mas não deve mudar de patamar em reação ao rebaixamento. "Vemos um rebaixamento pela Moody's nos próximos meses como praticamente inevitável", escreveram analistas do banco BBVA em nota a clientes, ressaltando que a instituição já esperava que o Brasil perdesse seu selo de bom pagador por pelo menos mais uma agência.

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