Depois de subir 2 por cento em três sessões e encostar em 3,20 reais na véspera, o dólar terminou a quinta-feira em queda ante o real, acompanhando de perto o comportamento da moeda no exterior.
O dólar recuou 0,32 por cento, a 3,1828 reais na venda. Na máxima, ainda pela manhã, foi a 3,2007 reais e, na mínima, cedeu a 3,1778 reais. O dólar futuro tinha variação negativa de 0,30 por cento.
"Quando a moeda chega em 3,20 reais, acabam entrando vendedores. Junte esse fato ao recuo do dólar no exterior, a moeda aqui acabou acompanhando", explicou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, para quem a moeda deve continuar oscilando entre 3,10 reais e 3,20 reais.
No exterior, o dólar cedia ante uma cesta de moedas após atingir a máxima de um mês mais cedo. Também registrava queda contra divisas emergentes como os pesos chileno, mexicano e o rand sul-africano.
O plano tributário de Donald Trump, anunciado na véspera, e a retórica mais "hawkish" do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevaram a probabilidade de uma alta de juros no país em dezembro para 70 por cento, ante menos de um terço há um mês.
Mais cedo, o dólar chegou a subir, com os investidores de olho na cena política doméstica, mais precisamente nas negociações para barrar na Câmara a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, notificado na última quarta-feira.
O Palácio do Planalto concentra seus esforços na derrubada dessa denúncia, negociando apenas questões que já estão em pauta, o que tende a levantar preocupações em torno do avanço da reforma da Previdência.
Na véspera, um dos assuntos delicados ao mercado, o programa de parcelamento de impostos, o Refis, teve seu texto-base aprovado pela Câmara, e o governo vai editar medida provisória prorrogando o prazo de adesão para 31 de outubro.
"A aprovação do texto-base da MP que cria o novo Refis...se deu após o governo ceder em alguns pontos às vésperas da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer", destacou a Advanced Corretora em relatório.
O BC vendeu integralmente a oferta de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda futura de dólares-- no leilão para rolagem do vencimento de outubro.
Desta forma, rolou 6 bilhões de dólares do total de 9,975 bilhões de dólares que vence no mês que vem, uma vez que na sexta-feira, último pregão do mês, a autoridade não costuma realizar leilões de swap para não interferir na formação da taxa Ptax. Em novembro e dezembro não há vencimentos de swap, apenas em janeiro, com 9,137 bilhões de dólares.
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