G1
O dólar iniciou as operações em alta, mudou de direção durante a manhã desta segunda-feira (15), mas voltou a subir nesta tarde. A alta acompanha as persistentes preocupações com a crise na Grécia e a possibilidade de um default do país, enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve nesta semana.
Por volta das 15h48, a moeda norte-americana caía 0,21%, vendida a R$ 3,1241.
Mesmo com a preocupação com o cenário externo, que estimularia um movimento de alta do dólar, o mercado aposta em uma alta na taxa de juros dos Brasil. Isso tornaria o país mais atraente para investidores estrangeiros, motivando uma tendência de queda do dólar em relação ao real.
"Mesmo com aversão a risco por causa da Grécia, o Brasil ainda oferece juros muito altos", disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.
Nos mercados de juros futuros, investidores apostam que a Selic subirá pelo menos mais 0,75 ponto percentual, a 14,5% ano, diante da retórica austera do Banco Central no combate à inflação, apesar da perspectiva de contração econômica.
Com isso, o mercado brasileiro descolava-se nesta segunda das praças financeiras internacionais, onde a apreensão com a possibilidade de calote grego impunham trajetória de alta à divisa norte-americana em relação a outras moedas.
Os mercados financeiros também devem se concentrar nesta semana na política monetária norte-americana. Na quarta-feira, o Fed, banco central dos Estados Unidos, divulga sua decisão sobre a taxa de juros e, em seguida, a chair Janet Yellen participará de entrevista coletiva.
Juros mais altos nos EUA tornariam o país mais atraente para investidores, motivando tendência de alta do dólar em relação a outras moedas. Para subir a taxa de juros, o Fed aguarda sinais de recuperação da economia norte-americana.
"Embora uma alta de juros do Fed seja altamente improvável, pode-se esperar que o banco central reconheça o fôlego econômico revigorado. Yellen provavelmente tentará manter o mercado focado nos dados e não em uma data em particular", escreveram analistas do grupo financeiro Brown Brothers Harriman (BBH) em relatório, segundo a Reuters.
"Baseado na informação atual e na trajetória esperada dos dados econômicos, uma alta de juros em setembro permanece sendo o cenário mais provável", acrescentaram.
O Banco Central dá continuidade, nesta segunda, a seu programa de interferência no câmbio, rolando os swaps cambiais que vencem em julho, com oferta de até 6,3 mil contratos.
Na sexta-feira, o dólar fechou vendido a R$ 3,1181, em alta de 0,39%. Na semana, a moeda caiu 1,03%.
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