O dólar fechou em leve queda em relação ao real nesta terça-feira (15), após a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, afirmar que o banco central dos Estados Unidos continua na trajetória para elevar os juros neste ano. Também nesta terça, o Fed publicou relatório apontando que a economia dos EUA continuou a se expandir entre meados de maio e junho, em ritmo "moderado" na maioria das regiões.
Após alternar movimentos de alta e baixa durante a sessão, a moeda norte-americana caiu 0,08%, a R$ 3,136 na venda. Na semana, o dólar acumula queda de 0,8%. Há no entanto alta acumulada no mês e no ano, de 0,87% e 17,95%, respectivamente.
O Federal Reserve, banco central norte-americano, aguarda sinais de recuperação da economia dos Estados Unidos para elevar a taxa de juros no país. O mercado monitora as notícias sobre o tema porque, com uma taxa de juros mais alta, os EUA se tornam mais atraentes para investimentos que hoje são aplicados em países como o Brasil. Por isso, com a expectativa de haver mais investidores interessados em aplicar dinheiro nos EUA, o dólar ganha força e tende a subir em relação a outras moedas, como o real.
"Yellen manteve o discurso de que vai começar a subir juros neste ano mesmo depois de alguns números mais fracos nas últimas semanas", disse à Reuters o operador da corretora Intercam Glauber Romano, ressaltando também que a alta dos preços ao produtor dá força a expectativas de que a inflação está avançando nos EUA.
A chair do Fed disse que se a economia evoluir em linha com as expectativas do banco central, será apropriado elevar os juros neste ano.
As declarações foram corroboradas pelo avanço de 0,4% dos preços ao produtor nos EUA, acima das expectativas de alta de 0,2%. O Fed tem afirmado que quer ver sinais consistentes de que a inflação está acelerando em direção à meta de 2% para dar início ao aperto monetário.
Os mercados financeiros têm apontado que a alta de juros nos EUA deve acontecer até o fim deste ano, embora alguns apostem que virá apenas no ano que vem. Já economistas consultados em pesquisas da Reuters têm mantido suas previsões de que o aperto monetário começará em setembro.
Investidores também mantinham no radar a questão da Grécia. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, luta nesta quarta-feira para obter a aprovação de parlamentares ao acordo de resgate para manter a Grécia no euro, enquanto os credores do país, pressionados pelo FMI para que ofereçam um alívio da dívida, enfrentavam dificuldades para concordar com uma tábua de salvação financeira.
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