G1
O dólar fechou em alta nesta terça-feira (15), após a divulgação das medidas do governo federal divulgadas na véspera, com investidores preocupados com a perspectiva de que partes relevantes das medidas fiscais anunciadas, como o retorno da CPMF, podem enfrentar dificuldades de aprovação no Congresso.
Além disso, o mercado aguarda a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, nesta semana. A expectativa é que o Fed volte a elevar a taxa de juros dos Estados Unidos, o que pode fazer subir a cotação do dólar por aqui.
A moeda norte-americana subiu 1,28%, cotada a R$ 3,8626.
Reação às medidas
Em um mesmo anúncio, foi proposto um bloqueio adicional de gastos no orçamento de 2016 no valor de R$ 26 bilhões e o retorno da CPMF.
"A maioria das medidas depende da aprovação do Congresso e levando em conta a baixa popularidade (da presidente Dilma Rousseff) e as relações difíceis com o Legislativo, vai ser difícil", afirmou à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.
O governo anunciou na véspera um pacote de medidas fiscais de R$ 65 bilhões, com o objetivo de garantir superávit primário em 2016 e resgatar a credibilidade da política fiscal.
A principal proposta é a recriação da polêmica CPMF, imposto sobre operações financeiras, que deverá ter tramitação difícil no Congresso Nacional.
Pouco após o anúncio, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que é "temeroso" que o governo condicione o ajuste fiscal à volta da CPMF.
Reunião do Fed
No campo externo, a proximidade da reunião do Fed gerava cautela. As turbulências financeiras recentes originadas por temores de desaceleração da China lançaram dúvidas sobre a perspectiva de início do aperto monetário nos Estados Unidos, que pode atrair recursos aplicados atualmente em outros países.
"Após seis anos de recuperação, nossos economistas para os EUA veem probabilidade de 60% de que o próximo ciclo monetário nos EUA comece nesta semana", escreveu o estrategista do UBS Geoff Dennis em nota a clientes, citando o mercado brasileiro entre os mais vulneráveis, segundo a Reuters.
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