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ECONOMIA

Dólar fecha em alta, mas BC vende moeda para evitar valorização maior

12 agosto 2014 - 19h00

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (12), mesmo com a constante e mais forte atuação do Banco Central amortecendo os temores vindos com a crise na Ucrânia e seus possíveis impactos sobre a economia global.

A moeda norte-americana subiu 0,18%, para R$ 2,2785.

Na semana, há queda de 0,37% e no ano, de 3,35%. No mês, a alta é de 0,38%.

"Não adianta empurrar muito o dólar para cima se você sabe que o BC está de olho", disse à Reuters o economista da área de análise da XP Investimentos, Daniel Cunha.

Alguns no mercado já identificaram o nível de R$ 2,30 como um teto informal e, quando a moeda norte-americana se aproxima dele, os investidores passam a realizar lucro. A avaliação é de que, nestes patamares, o câmbio poderia prejudicar a inflação, desagradando ao BC, que intensificou sua atuação diária no mercado nesta semana.

Há quase duas semanas o dólar tem sido negociado acima de R$ 2,25, deixando para trás o teto da banda informal de flutuação – entre R$ 2,20 e R$ 2,25 – que vigorou desde abril passado com alguns breves períodos de exceção.

Para alguns especialistas, o intervalo de flutuação pode ter mudado de patamar, indo de R$ 2,25 a R$ 2,30.

Nesta manhã, a autoridade monetária vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em setembro, no segundo leilão ofertando mais papéis. Ao todo, o BC já rolou cerca de 30% do lote total, que corresponde a US$ 10,070 bilhões.

O BC também deu continuidade às suas intervenções diárias e vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, com volume equivalente a US$ 198,8 milhões. Foram vendidos 3 mil contratos para 2 de fevereiro de 2015 e 1 mil para 1º de junho de 2015.

Durante a manhã, o dólar chegou a registrar altas maiores, refletindo os temores ligados à crise na Ucrânia.

"O cenário tenso no exterior com certeza pesa no ânimo aqui, mesmo quando não é um dia de grandes notícias", disse à Reuters o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold.

A crise na Ucrânia colocou em lados opostos o Ocidente e a Rússia e já motivou sanções de ambos os lados. Nesta manhã, o instituto ZEW informou que a confiança de investidores e analistas alemães caiu ao menor nível em mais de um ano e meio, explicando que as tensões no exterior estavam provavelmente por trás do resultado.

Investidores também monitoram atentamente a situação no Iraque, onde o presidente nomeou novo primeiro-ministro na segunda-feira para substituir Nuri al-Maliki e os Estados Unidos bombardearam insurgentes do Estado Islâmico.

No exterior, essas preocupações levavam o dólar a se fortalecer contra o euro.

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