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ECONOMIA

Dólar fecha em alta e ultrapassa marca de R$ 2,45

29 setembro 2014 - 17h30

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (29) em comparação com o real, após pesquisa Datafolha mostrar que a presidente Dilma Rousseff (PT) abriu vantagem sobre Marina Silva (PSB) nas intenções de voto para o primeiro turno e passou a ter vantagem numérica sobre a rival no segundo turno. O cenário internacional também influenciou a variação da moeda norte-americana.

O dólar subiu 1,64%, a R$ 2,4557. Veja cotação. É o maior valor desde o dia 9 de dezembro de 2008, quando a moeda fechou em R$ 2,471. No mês, há alta acumulada de 9,68% e no ano, de 4,17%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que a volatilidade do dólar se deve aos problemas que permeiam o mercado internacional. “As taxas de juros nos Estados Unidos, a Ucrânia e Escócia têm influenciado o mercado cambial”, justificou o ministro após reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Mantega não fez ligação entre a alta da moeda americana e as últimas pesquisas eleitorais

Entre os investidores, no entanto, havia especulações sobre os efeitos da corrida presidencial no câmbio. "O mercado entrou com todas as fichas numa vitória da oposição e pagou para ver. O que a gente está vendo hoje é a reversão desse movimento", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, à Reuters.

"Se isso se confirmar [avanço de Dilma] nas próximas pesquisas, o céu é o limite para o dólar", afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, para quem a moeda norte-americana pode ir acima de R$ 2,50 no curto prazo.

O cenário externo também impulsionou o dólar nesta segunda-feira. Investidores evitavam comprar ativos de maior risco por cautela antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos na sexta-feira, levando a divisa norte-americana a subir contra moedas emergentes, como as do Chile e do México.

Inflação

Em Brasília, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, minimizou o efeito da alta do dólar sobre a inflação.

"Não questionamos o fato de que o câmbio tem repercussão na inflação. O repasse do câmbio para a inflação hoje é bem menor do que era há 10, 15 anos atrás. Houve um aprendizado importante dos agentes econômicos a respeito de como o câmbio flutuante funciona", afirmou.

"Houve uma aprendizado de como o câmbio pode ir para um lado e para o outro. A intensidade do repasse [da alta do dólar para a inflação] depende do tamanho da variação do câmbio e de quão permanente essa variação é percebida pelos agentes. E também da posição cíclica da economia. Se está em expansão, moderação ou se está em recessão. Admitindo que é volátil, os agentes não estão vendo isso como permanente. É um aspecto relevante do ponto de vista da inflação".

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