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ECONOMIA

Dólar fecha em alta com tensão externa

27 janeiro 2021 - 18h10Por G1

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (27), influenciado sobretudo pelo ambiente externo conservador, ainda por receios sobre a pandemia e agora por riscos de correção nos mercados globais após o rali dos últimos meses, em meio à sinalização do Federal Reserve.

A moeda norte-americana subiu 1,52%, cotada a R$ 5,4066. No mês e no ano, o dólar acumula avanço de 4,23%.

Cenário

Em coletiva de imprensa após o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) ter mantido os juros perto de zero, o presidente da instituição, Jerome Powell, disse que vulnerabilidades na estabilidade financeira são de forma geral moderadas e limitou-se a afirmar que a conexão entre juros baixos e preços dos ativos não é tão próxima quanto se pensa.

Analistas afirmam que o rali nos mercados globais - que ajudou o real a se valorizar desde a eleição norte-americana, no começo de novembro - tem sido sustentado pela avalanche de estímulos monetários e fiscais que governos e BCs têm adotado desde o choque da pandemia.

"A combinação entre o guidance de política (monetária) e a resposta ao questionamento sobre estabilidade financeira ameaça dar luz ainda mais verde para um cada vez maior risco de irresponsabilidade tomado por alguns (no mercado)", disse Mohamed A. El-Erian, conselheiro econômico da Allianz e ex-CEO da Pimco.

O dia negativo no exterior elevou novamente a volatilidade no mercado doméstico, com uma medida de incerteza para a taxa de câmbio indo a máximas desde outubro do ano passado, mantendo o real como a moeda mais volátil do mundo.

Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o prêmio de risco das reformas é um dos fatores por trás desse fenômeno e que, nesse sentido, as expectativas em torno das eleições para as presidências da Câmara e do Senado também têm afetado os preços da moeda.

E analistas do Barclays esperam que o vaivém nos preços do dólar persista, embora considerem que o real tem espaço para alguma recuperação caso o cenário fiscal de 2021 fique mais claro.

No curto prazo, o Rabobank projeta que a moeda brasileira se manterá pressionada, mas em 12 meses o real poderá se valorizar para 4,95 por dólar, apoiado por altas de juros."

 

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