O dólar fechou em queda nesta quinta-feira, dia 03 de março, com o mercado brasileiro acompanhando tendência internacional de valorização de divisas de países exportadores de commodities, cujos preços têm disparado após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A moeda norte-americana caiu 1,55%, cotada a R$ 5,0260. Veja mais cotações.
Já o Ibovespa opera em alta.
Na quarta-feira, o dólar fechou em em queda de 0,99% cotado a R$ 5,1053. Com o resultado dessa quinta, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 9,84% no ano frente ao real.
Impactos da guerra
A alta nos preços das commodities, que compõem boa parte da pauta de exportação do Brasil, tem dado sustentação ao real, garantindo a oferta de dólares no mercado doméstico.
O preço do barril de petróleo superou a barreira dos US$ 115 nesta quinta, se aproximando do patamar de US$ 120, com a guerra na Ucrânia elevando os temores de desabastecimento e agravando os riscos de uma alta da inflação global.
Os contratos de minério de ferro subiram 6,8% na China, a 797,50 iuanes (126,27 dólares) a tonelada, depois de bater alta de 9,7%, atingindo o maior nível desde 11 de fevereiro.
Nesse contexto, "as moedas de países exportadores de commodities seguem bem ancoradas", disse Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, citando, além do bom desempenho dos ativos brasileiros, a força do dólar australiano.
Apesar da performance positiva de divisas sensíveis às commodities, Kawa alertou que "há um claro viés de dólar forte contra as demais moedas". Nesta sessão, o índice da unidade norte-americana ante seis rivais fortes subia 0,13%, com o euro em baixa de cerca de 0,3%.
Já rublo russo caiu para novos recordes de baixa em relação ao dólar e ao euro nesta quinta-feira (3), depois que as agências de classificação de risco Fitch e Moody's rebaixaram a dívida soberana da Rússia para o status "especulativo" ou "lixo", com as sanções ocidentais colocando em dúvida a capacidade do país de pagar o serviço da dívida e enfraquecem a economia.
As sanções dos EUA e da União Europeia buscam impedir que os bancos russos tenham acesso aos mercados internacionais de capital. As medidas que visam estrangular a economia russa incluem o corte de 7 bancos russos da rede internacional de pagamentos Swift e o congelamento de ativos do Banco Central russo no Ocidente de forma a impedir que a Rússia consiga usar suas reservas em moeda estrangeira.
Investidores seguem atentos também ao banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, depois que seu chair, Jerome Powell, afirmou na véspera que apoiará alta de 0,25 ponto percentual nos juros em março, sem descartar a possibilidade de elevações mais agressivas no futuro caso a inflação persista.
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