O dólar fechou em queda de 0,58% nesta quinta-feira, dia 19 de março, cotado a R$ 5,2152. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,35%, aos 180.271 pontos.
O dia foi marcado por cautela elevada, em meio à alta do petróleo e do gás natural após novos ataques do Irã a instalações de energia. Um novo discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no entanto, trouxe certo alívio aos mercados ao indicar que o conflito pode não se prolongar.
Ele afirmou que Estados Unidos e Israel estão “vencendo, e o Irã está sendo dizimado”, acrescentando que o arsenal de mísseis e drones iraniano está sendo fortemente degradado e será destruído. O dólar, que subia, passou a cair após a declaração.
Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Benjamin Netanyahu se comprometeu a não atacar campos de energia do Irã. “Eu disse a ele: ‘Não faça isso’, e ele não fará”, declarou a repórteres no Salão Oval.
O Irã anunciou uma nova fase da guerra nesta quinta, passando a mirar estruturas de energia no Golfo ligadas aos EUA, em retaliação ao ataque de Israel ao maior campo de gás do mundo em território iraniano. Ação provocou uma disparada nos preços do petróleo e do gás natural.
O Brent — referência do mercado — alcançou o maior nível em mais de uma semana e superando os US$ 115 por barril. Por volta das 17h desta quinta, o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 12%. Mais cedo, o gás chegou a subir 35% na região.
No Brasil, o governo tenta conter uma alta do diesel em ano eleitoral, em meio à disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. A proposta é zerar o ICMS sobre a importação do combustível até o fim de maio, com metade das perdas dos estados compensada pela União.
No campo político, os investidores analisam a indicação do secretário-executivo Dario Durigan, número dois na hierarquia da pasta, para comandar o ministério até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a saída de Haddad para concorrer ao governo de São Paulo.
Com poucos indicadores no cenário local, os investidores voltam a atenção para as decisões de juros ao redor do mundo, como os anúncios do Banco do Japão (BoJ), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA.
Ainda no radar estão as as decisões de juros: no Brasil, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, enquanto, nos EUA, o Federal Reserve manteve as taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar
Acumulado da semana: -1,86%;
Acumulado do mês: +1,58%;
Acumulado do ano: -4,98%.
Ibovespa
Acumulado da semana: +1,47%;
Acumulado do mês: -4,51%;
Acumulado do ano: +11,88%.
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