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ECONOMIA

Desemprego e inflação contribuem para inadimplência, diz economista

10 junho 2015 - 13h45

Agência Brasil

O desemprego, a inflação em alta e a menor confiança levaram mais brasileiros para a lista de inadimplência este ano. A avaliação é da economista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Marcela Kawauti.

“Temos uma inadimplência que avança e isso traz preocupações para nosso setor do varejo. Quando tenho um cliente inadimplente, tenho um cliente fora do universo de compras”, acrescentou o presidente da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro.Com a alta dos preços, a economista destaca que o “cobertor está mais curto”. “A alta da inadimplência de maio é focada nas dívidas entre 90 e 180 dias [de atraso]. Bem naquele período que os brasileiros gastam mais: Natal, imposto, matrículas escolares. O brasileiro está ficando cada vez mais inadimplente”, disse.

Hoje (10), o SPC Brasil e a CNDL informaram que mais 2 milhões de brasileiros entraram para a lista de inadimplentes, entre dezembro de 2014 e maio deste ano. A alta nos cinco meses do ano chegou a 4,63%. A estimativa é que ao final de maio, havia cerca de 56,5 milhões de brasileiros com o CPF negativado no Brasil. Em maio, comparado com o mesmo mês do ano passado, o crescimento ficou em 4,79%. Esse crescimento é o maior desde agosto do ano passado.

De acordo com o SPC Brasil, os brasileiros estão com dificuldades para fazer o pagamento até mesmo de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi causado por atrasos com empresas concessionárias de água e luz, aumento de 13,31%, na comparação anual. Em segundo lugar, estão as dívidas com telefonia, internet e TV por assinatura, com crescimento de 12,02%.

A alta no segmento de bancos, com dívidas no cartão de crédito, empréstimos e seguros, ficou em 10,1%. Os bancos são os principais credores dos brasileiros, respondendo por 48,56% do total de dívidas em atraso.

Já no comércio, houve queda de 0,29% na inadimplência em maio, comparado com o mesmo mês de 2014. Segundo Pinheiro, o comércio oferece formas de pagamento mais seguras, como cartão de crédito (recebimento garantido ao lojista), à vista e carnês. Além disso, há consulta a serviços de proteção ao crédito. “O comércio de cidade menores conhece muito bem o seu cliente”, acrescentou a economista do SPC Brasil.

A economista destacou ainda que o cartão de crédito é o principal meio de pagamento que leva o consumidor à inadimplência. “Tem alta taxa de uso e também de inadimplência. Em vez de pedir o crédito do comércio, paga no cartão de crédito” disse. Ela acrescentou que quatro em cada 10 brasileiros não sabem qual é o limite do cartão e 96% não conhecem a taxa de juros, que costuma ser muito alta.

Neste mês, mesmo com o Dia dos Namorados, o setor varejista não espera por melhora no cenário devido à conjuntura econômica. “Neste ano, os namorados vão ficar sem presente ou com um presente um pouco mais barato, 52% dos brasileiros vão gastar menos este ano, em relação ao ano passado”, disse.

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