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Cupins devoram economias de comerciante na Índia

07 abril 2008 - 17h06

Um comerciante no estado de Bihar, na Índia, perdeu economias feitas durante a vida toda depois que cupins infestaram o cofre do banco onde seu dinheiro estava guardado.
Dwarika Prasad depositou dinheiro em espécie no valor de 450 mil rúpias (cerca de US$ 11 mil), papéis relativos a investimentos no valor de 232 mil rúpias (US$ 5,6 mil), ouro e jóias de prata em uma caixa no cofre do Banco Central da Índia, na capital do Estado, Patna.

"Estou devastado, não sei o que fazer, tinha aquele dinheiro para minha velhice", disse Prasad.

Autoridades do banco, que é de propriedade do governo, afirmam que colocaram um anúncio, datado de 8 de maio de 2007, do lado de fora da sala do cofre, alertando os clientes a respeito da infestação por cupins.

Prasad afirma que não viu o aviso na época, pois não foi ao banco durante meses, depois que o alerta foi dado.



O comerciante afirmou que suas relações com a esposa e seus filhos não são boas e ele queria colocar o dinheiro no cofre do banco para que eles não gastassem.

Prasad começou a usar o cofre em setembro de 2005.

Quando o comerciante foi abrir o cofre em 29 de janeiro de 2008, não havia mais nada a não ser pó, deixado pelos cupins, restos de notas de dinheiro e os papéis relativos aos seus investimentos estavam "muito perfurados".

"Escrevi para o escritório da diretoria do Banco Central da Índia e para os escritórios regionais do Banco Reserva da Índia. Mesmo depois de dois meses ainda estou esperando por uma resposta", afirmou Prasad.

Autoridades do banco admitem que não informaram os clientes individualmente a respeito do problema com cupins.

Mas afirmam que aconselharam os clientes a retirarem os documentos e papéis dos cofres.

"Recebemos algumas reclamações de cupins nas caixas que ficam no cofre. Então, depois de colocarmos o alerta, aplicamos pesticidas no banco", disse o gerente da agência YP Saha.

Saha afirmou que o cliente não pode culpar o banco, pois ele não encontrou seu cofre quebrado ou danificado.

"O banco não é responsável pelos depósitos mantidos dentro do cofre, apenas quando o cofre individual é encontrado quebrado", disse.

As autoridades do banco informaram que encaminharam a reclamação de Prasad para as instâncias superiores, mas afirmam que ele não deve receber indenização pela perda de suas economias.

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