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Criação de empregos formais é a menor para fevereiro desde 2009

20 março 2013 - 17h45



No mês de fevereiro deste ano, foram criados no Brasil 123.446 empregos com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta quarta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho.


Isso representa uma queda de 18% na comparação com fevereiro de 2012, quando foram abertas 150.600 vagas formais de trabalho. É também o pior resultado, para meses de fevereiro, desde 2009, quando foram abertas 9.179 vagas com carteira assinada.

O número de empregos formais criados em fevereiro deste ano ficou distante do recorde para o período, registrado no segundo mês de 2011 – quando foram abertas 280.799 vagas formais. Os números mensais não foram ajustados para incluir empregos declarados fora do prazo formal.

Apesar de o resultado ser o pior para meses de fevereiro desde 2009, houve melhora frente a janeiro - quando foram abertas 28,9 mil vagas formais. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, essa expansão pode indicar uma reação do mercado de trabalho, acenando para um cenário positivo no ano. "Mas ainda é cedo para fazermos especulações", declarou.

Acumulado do ano

No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram geradas 170,6 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda de 42% frente ao mesmo período do ano passado (293,9 mil empregos formais criados).

Este é o pior resultado para o período desde 2009, quando foram fechados 84,14 mil empregos com carteira assinada.

Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2012, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de janeiro). Os dados de fevereiro ainda são considerados sem ajuste.

Crise financeira e medidas de estímulo

A fraca criação de empregos formais acontece em um momento no qual a economia doméstica ainda se ressente do baixo nível de atividade - decorrente, entre outros fatores, da crise financeira internacional e da baixa taxa de investimentos registrada no ano passado.

Para recuperar o crescimento, a equipe econômica do governo anunciou, em 2012, uma série de medidas, como a redução do IPI para a linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e para os automóveis.

Além disso, também reduziu o IOF para empréstimos tomados pelas pessoas físicas, deu prosseguimento às desonerações da folha de pagamentos, liberou cerca de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios para os bancos e reduziu a taxa básica de juros. Atualmente, os juros estão em 7,25% ao ano – os menores da história.

Apesar disso, a economia avançou somente 0,9% em 2012, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pior resultado desde 2009, quando houve retração de 0,3% no PIB. Neste ano, o governo anunciou a desoneração da energia elétrica para consumidores residenciais e industriais e a retirada de tributos sobre a cesta básica.

Setores da economia

Segundo os números do governo federal, o setor de serviços foi o que que mais contratou em fevereiro deste ano, com a abertura de 82 mil empregos formais.

Em segundo lugar, aparece a indústria de transformação, com a criação de 33,46 mil vagas com carteira assinada no segundo mês deste ano. No caso da construção civil, houve a abertura de 15,63 mil empregos em fevereiro deste ano. Já a administração pública abriu 12,36 mil vagas no mês passado e a indústria extrativa mineral contratou 165 trabalhadores.

O comércio, porém, fechou 10,41 mil vagas em fevereiro de 2013, ao mesmo tempo em que as demissões na agricultura superaram as contratações em 9,77 mil empregos com carteira assinada no segundo mês deste ano.

Distribuição geográfica dos empregos

Por regiões do país, ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, o destaque ficou por conta do Sudeste, com 66,17 mil postos formais abertos em fevereiro. Em segundo lugar, aparece a região Sul, com a abertura de 48,01 mil vagas com carteira criadas no segundo mês deste ano.

A região Centro-Oeste, por sua vez, abriu 22,98 mil empregos em fevereiro de 2013, enquanto que o Norte registrou a abertura de 2,15 mil trabalhadores no segundo mês deste ano. A região Nordeste, por sua vez, fechou 15,88 mil postos de emprego com carteira assinada no mês passado.

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