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Comerciários criticam Ministério do Trabalho de MS

21 março 2013 - 15h45

O Sindicato dos Comerciários de Campo Grande (SECCG) tece duras críticas à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - SRTE/MS - que representa o Ministério do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul - por não tomar nenhuma providência, desde 2011, contra as lojas Bumerang e Jet Line, de um mesmo proprietário, que vêm cometendo várias irregularidades trabalhistas e implantando um “clima de terrorismo” entre os funcionários.

A diretoria do SECCG informou que já protocolou na superintendência várias denúncias contra essas lojas e até agora nenhuma providência foi tomada. Em setembro de 2011 a direção da Bumerang e Jet Line foram chamadas pelo órgão de fiscalização para uma reunião com a presença do sindicato. Nesse encontro as empresas se comprometeram em fazer todos os ajustes necessários para não prejudicar os trabalhadores. Entretanto, não cumpriram o acordo desde então e a superintendência (SRTE/MS) não tomou nenhuma providência para fazê-los cumprir, informa a diretoria sindical.

Hoje pela manhã várias funcionárias das duas lojas estiveram na sede do sindicato para denunciar as irregularidades que estariam aumentando nas cinco lojas do grupo (3 Bumerang e 2 Jet Line) em Campo Grande.

De acordo com as funcionárias, as lojas estão com constantes atrasos de pagamento de salários; Não pagam férias que estão acumuladas; Não recolhem FGTS; Não fornecem vale transporte corretamente; Obriga funcionários a promoverem limpeza geral das lojas extra horário de trabalho; Obrigam os funcionários a refazerem suas folhas de ponto para não pagar horas extras. Aqueles que não obedecem essa determinação ficam sem receber salários mensais; As gerências costumam, com frequência, promoverem humilhação verbal de funcionários que fazem denúncias e se rebelam contra as irregularidades.

As funcionárias que denunciam essas irregularidades e que estiveram na sede do sindicato dizem também que a direção das lojas ameaçam “sujar” o nome delas no comércio, caso sejam identificadas. Por conta disso E.A.S, de 24 anos, prefere não ter seu nome divulgado na mídia, para não sofrer represálias futuras em outros estabelecimentos que for trabalhar. Ela afirma que está há dois anos na empresa (Bumerang)e que até agora não conseguiu sair de férias. A empresa não concedeu essa licença nem mesmo há quatro meses, quando ganhou seu segundo filho.

K.S.A, de 21 anos, foi demitida dia 8 de dezembro de 2012 e até hoje a empresa não efetuou sua rescisão trabalhista. Ela trabalhou dois anos e seis meses na Bumerang e diz que a loja alega que não tem dinheiro para fazer o seu acerto.

C.C.R. de 19 anos, está há um ano na empresa e confirma todas essas irregularidades em todas as cinco lojas do grupo. Ela denunciou também que além da limpeza geral fora do horário de trabalho, os funcionários são obrigados também até a buscar água em baldes de outra loja para abastecer o consumo de onde trabalha.

Elas e outras funcionárias do grupo Bumerang e Jet Line foram recebidas hoje cedo pelo diretor do Sindicato dos Comerciários de Campo Grande, André Luiz Garcia. Ele confirmou que essas mesmas denúncias que estão chegando todos os dias na entidade, são de conhecimento também do Ministério do Trabalho e Emprego desde setembro de 2011.

Idelmar da Mota Lima, presidente do SECCG e presidente da Fetracom (Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul) e da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, disse que lamenta a omissão dos fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/MS, diante de tão graves denúncias. Ele informou que se nenhuma providência for tomada depois dessa divulgação para a mídia de todo Estado, o sindicato vai recorrer diretamente junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, por intermédio da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio).

“É inconcebível jovens e pais de família sofrerem assim, tanto desrespeito contra seus direitos trabalhistas, sem que o órgão responsável pela fiscalização tome qualquer providência em sua defesa”, criticou Idelmar que espera ações imediatas para suspender os abusos e crimes trabalhistas cometidos pela direção das cinco lojas da Bumerang e Jet Line em Campo Grande.

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