Menu
Busca sexta, 17 de setembro de 2021
(67) 99257-3397
ECONOMIA

Banco paga menos por recursos, mas juro cobrado é o maior desde 2011

26 agosto 2014 - 19h35

Nem mesmo a interrupção do processo de alta dos juros básicos por parte do Banco Central, que levou as instituições financeiras a pagarem menos pelos recursos captados no mercado financeiro, impediu os bancos de cobrarem juros maiores dos seus clientes pessoas físicas e empresas.

Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (26), a taxa média de juros cobrada das famílias pelos bancos subiu pelo sétimo mês seguido em julho, para 43,2% ao ano. E atingiu, novamente, o maior patamar desde que o Banco Central começou a divulgar esses dados, em março de 2011. Em junho, a taxa estava em 43% ao ano.

Desde março deste ano, quando o BC deu as primeiras sinalizações que poderia interromper o processo de alta dos juros básicos da economia, o que já gerou reflexo na curva de juros (usada como base para o quanto os bancos pagam pelos recursos), a taxa de captação dos bancos, que estava em 12,5% ao ano, recuou para 11,5% ao ano (patamar de julho), ou seja, uma queda de um ponto percentual.

Mesmo assim, as instituições financeiras continuaram subindo os juros cobrados das pessoas físicas e das empresas. Em março deste ano, a taxa cobrada das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (sem contar crédito rural e habitacional), estava em 41,6% ao ano, passando para 43,2% ao ano em julho deste ano – um aumento de 1,6 ponto percentual.

Spread bancário sobe

O aumento dos juros bancários com intensidade maior que a alta da taxa básica, e o não repasse do corte da taxa de captação nos últimos meses, gerou o aumento do chamado spread bancário, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram dos clientes.

O spread é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

Em abril do ano passado, antes do início do processo de alta dos juros básicos da economia, o spread bancário nas operações com pessoas físicas estava em 25,4 pontos percentuais. Em junho deste ano, já estava em 31,3 pontos percentuais, passando para 31,7 pontos percentuais em julho – o maior valor da série histórica do BC, que começa em março de 2011.

Taxa média de empresas e geral

No caso das operações dos bancos com as empresas, ainda com base nos chamados recursos livres, a taxa média subiu de 22,6% ao ano em junho para 23,1% ao ano em julho – o maior patamar desde março deste ano.

Já a taxa média geral de todas as operações com recursos livres (pessoas físicas e empresas) subiu de 32% ao ano em junho para 32,3% ao ano em julho, o maior nível desde fevereiro de 2012, quando estava em 32,5% ao ano.

Deixe seu Comentário

Leia Também

FOGO AMIGO
Militar baleado ao defender mulher na rua recebe alta de hospital
Dourados enfrenta Miranda na semifinal da Copa Morena neste sábado
ESPORTE
Dourados enfrenta Miranda na semifinal da Copa Morena neste sábado
Com mandado de prisão em abertos, brasileiro é expulso do Paraguai
PARAGUAI
Com mandado de prisão em abertos, brasileiro é expulso do Paraguai
EDUCAÇÃO
UEMS regulamenta retomada gradual das atividades presenciais
FÁTIMA DO SUL
Homem grava vídeo para inocentar esposa: "Erro meu, bebi demais"
IMUNIZANTE
Sociedade Brasileira de Pediatria defende vacinação em adolescentes
MEIO AMBIENTE
Ambiental desmonta acampamento de caçadores às margens do Apa 
NÚMEROS DA TRAGÉDIA
Brasil se aproxima de 590 mil mortes por Covid; média segue estável
DROGA
Paraguai destrói 36 toneladas de maconha que viriam para o Brasil
Cultura prorroga prazo para inscrição ao Auxilio Emergencial

Mais Lidas

DOURADOS
Após denúncias, casal é preso por tráfico no Jardim Guaicurus
24 HORAS DE VACINA
Dourados terá 'viradão' da vacina para aplicar doses em cinco grupos
DOURADOS
'Trevo do DOF' terá viaduto de 40m e ficará pronto em oito meses
DOURADOS
Homem morre no hospital depois de ser atropelado na área central