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Bancários não avançam nas negociações e greve continua

14 outubro 2011 - 07h00

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13), as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Porém as negociações não foram encerradas e prosseguem nesta sexta-feira, (14), a partir das 10 horas (horário de Brasília).

Para Carlos Longo, vice presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, “A Fenaban perdeu uma grande chance de acabar com a greve, pois como dissemos desde o início do movimento, a culpa da greve é e continua sendo dos banqueiros”. Ainda segundo Longo, “Ao não apresentar proposta séria, as negociações se estenderam para esta sexta, e dificilmente haverá tempo hábil para avaliação de proposta em assembleia, ainda nesta data, o que vale dizer que a greve deverá entrar na próxima semana”.

A categoria já deixou claro que sem seriedade por parte da Fenaban a paralisação vai continuar e ser ampliada, como aconteceu nesta quinta, quando a greve chegou a 9.254 agências em todo o país, inclusive mantendo os 100% na base de Dourados.

Na rodada desta quinta-feira, os bancos chegaram a apresentar nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. "A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve.

A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho", destaca.

Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. "Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários", salienta Cordeiro.

###Greve cresce
A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18 horas.

A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.

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