O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13), as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Porém as negociações não foram encerradas e prosseguem nesta sexta-feira, (14), a partir das 10 horas (horário de Brasília).
Para Carlos Longo, vice presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, “A Fenaban perdeu uma grande chance de acabar com a greve, pois como dissemos desde o início do movimento, a culpa da greve é e continua sendo dos banqueiros”. Ainda segundo Longo, “Ao não apresentar proposta séria, as negociações se estenderam para esta sexta, e dificilmente haverá tempo hábil para avaliação de proposta em assembleia, ainda nesta data, o que vale dizer que a greve deverá entrar na próxima semana”.
A categoria já deixou claro que sem seriedade por parte da Fenaban a paralisação vai continuar e ser ampliada, como aconteceu nesta quinta, quando a greve chegou a 9.254 agências em todo o país, inclusive mantendo os 100% na base de Dourados.
Na rodada desta quinta-feira, os bancos chegaram a apresentar nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. "A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve.
A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
"Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho", destaca.
Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. "Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários", salienta Cordeiro.
###Greve cresce
A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18 horas.
A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Hospital Regional divulga resultado para residência médica
Apps de bancos voltam a funcionar após horas de instabilidade
BR-163Motorista mata pedestre atropelado e foge sem prestar socorro

Rota da Celulose: concessão garante segurança e inovações

Ex-advogado de serial killer é preso após disparo de arma de fogo

Detran/MS orienta sobre renovação automática da habilitação

Megaoperação desmonta esquema de desmanche de veículos
Adolescente agredido por piloto morre após 16 dias internado
PRAZOIFMS encerra inscrições para professor substituto em Dourados

Ciclista morre em acidente envolvendo caminhão boiadeiro
Mais Lidas

Vítima denuncia inquilino por não pagar aluguel e não devolver itens levados para conserto

Golpe do Pix: vítima perde quase R$ 4 mil após clicar em link de falso crédito

Influenciadora investigada por ataques virtuais e descumprimento de medida protetiva segue presa
