sexta, 17 de abril de 2026
Dourados
23ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
ECONOMIA

Após bater máxima histórica de R$ 4,24, dólar fecha abaixo de R$ 4

24 setembro 2015 - 18h20

G1

Após subir com força e passar a marca de R$ 4,24 nesta quinta-feira (24), renovando a máxima histórica, o dólar virou e passou a cair, terminando a sessão em queda. A moeda deixou o patamar de R$ 4, no qual permaneceu por dois dias.

O dólar caiu 3,73%, a R$ 3,9914. Na máxima da sessão, chegou a saltar para R$ 4,2491, segundo a Reuters. Esta foi a maior queda diária desde 2008.

Na semana e no mês, o dólar acumula alta de 0,84% e 10,04%, respectivamente. No ano, há valorização de 50,13%.

A moeda perdeu força e passou a cair depois de declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, que sugeriu que poderão ser feitos leilões de dólares no mercado à vista.

No fim da sessão, o bom humor ganhou mais um impulso com o anúncio de um programa de leilões diários de venda e compra de títulos pelo Tesouro Nacional, em meio a forte volatilidade nos juros futuros.

Questionado nesta quinta sobre o possível uso das reservas internacionais no câmbio, Tombini disse que "todos os instrumentos à disposição do Banco Central estão no raio de ação caso seja necessário à frente".

Ação do BC e Tesouro

Segundo operadores ouvidos pela Reuters, a fala de Tombini e a ação do Tesouro deixam evidente que o governo avalia que a intensa pressão sentida nos mercados financeiros nas últimas semanas levou o mercado a agir de maneira irracional.

"O mercado ficou preso em um círculo vicioso de baixa confiança. Hoje, o BC parece ter conseguido interromper esse movimento no grito, mas se isso voltar, pode ser que tenha que agir de forma concreta", disse um deles.

com inflação é uma espiral perigosa e, se não sairmos rapidamente disso, pode ser desastroso. E as chances de isso acontecer são cada vez menores, principalmente com a política como está", disse à Reuters o operador de uma corretora nacional.

A moeda norte-americana tem sido pressionada pela deterioração das contas públicas do Brasil e pelas turbulências políticas. Investidores temem que o país perca seu selo de bom pagador por outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor's.

Recordes

O dólar ultrapassou a cotação de R$ 4 pela primeira vez na história esta semana, por preocupações com o ajuste fiscal no Brasil e com a possibilidade do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa de juros do país. Se isso acontecer, os EUA se tornam mais atrativos aos investimentos, e pode haver uma forte saída de dólares do Brasil – seguindo o princípio da oferta e da procura, quanto menos dólares à disposição, mais caros eles ficam.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Mãe e pai são agredidos pelo próprio filho com socos e pauladas
CAPITAL

Mãe e pai são agredidos pelo próprio filho com socos e pauladas

STF decide que piso nacional deve ser pago a professores temporários
JUSTIÇA

STF decide que piso nacional deve ser pago a professores temporários

Comboio é interceptado com 800 quilos de maconha após perseguição
NOVA ITAMARATI

Comboio é interceptado com 800 quilos de maconha após perseguição

Justiça da Itália dá nova decisão que autoriza extradição de Zambelli
BRASIL

Justiça da Itália dá nova decisão que autoriza extradição de Zambelli

Médico formado em MS atira contra paciente em hospital no Paraná
VIOLÊNCIA

Médico formado em MS atira contra paciente em hospital no Paraná

MEIO AMBIENTE

Bioparque resgata peixes afetados pela decoada no Pantanal

VILA POPULAR

Jovem tem casa destruída, é ameaçada de estupro e agredida pelo ex

FUTEBOL

Conmebol abre processo disciplinar contra o técnico Abel Ferreira

AMAMBAI 

Adolescente de 17 anos perde bebê após ser agredida pelo padrasto

LOTERIA

Confira as dezenas sorteadas do concurso 2.997 da Mega-Sena

Mais Lidas

ELDORADO

Vítima de feminicídio é desenterrada e corpo apresenta sinais de necrofilia

VILA SÃO BRAZ

Colisão entre motos termina com dois jovens mortos em Dourados

CLIMA

Inmet emite alerta de tempestade com risco de granizo e ventos intensos para Dourados

CIDADÃO

Calendário de licenciamento é alterado em MS; veja como fica