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Duelo de líderes termina em empate: 1 a 1

08 setembro 2004 - 22h50

Invicto há dez partidas, o Atlético-PR usou a sua maior virtude para frear o melhor ataque na 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com um forte esquema defensivo, o Furacão empatou com o Santos por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, no duelo de líderes do Nacional. O resultado manteve as duas equipes no topo da competição, com 52 pontos, sendo que o Peixe leva vantagem, pois tem uma vitória a mais (16 a 15) que o rival paranaense. Porém, o alvinegro repete o desempenho do ano passado, quando também não venceu o seu maior rival na briga pelo título (perdeu os dois jogos para o Cruzeiro) e viu a Raposa ser campeã, deixando os paulistas com o vice. No turno de 2004, o Atlético-PR havia vencido o Santos por 1 a 0. Diante de um rival bastante recuado, o alvinegro da Baixada sentiu falta do trio Robinho, Deivid e Elano, responsável por 39 dos 66 gols da equipe no Brasileiro, e pouco ameaçou o rival paranaense no primeiro tempo. Com dois volantes e três zagueiros no campo de defesa, o Furacão impediu a criação de jogadas do anfitrião, que só teve uma chance real para marcar. Os espaços só vieram na etapa final, mas foram os visitantes que saíram na frente com gol de Marinho, logo aos dois minutos.Porém a reação santista foi rápida e Basílio empatou dois minutos depois. A partir daí, o Atlético-PR recuou e só saía no contra-ataque. Sem o trio goleador e o seu “centroavante”, como Luxemburgo chamou o torcedor durante a semana (foram apenas 8.075 pagantes na Vila), o Peixe teve de se contentar com o amargo empate em casa.Na próxima rodada, os dois times voltam a enfrentar rivais diretos pela liderança. O Peixe busca a vingança no clássico contra o Palmeiras, às 16 horas deste domingo, no Pacaembu. No mesmo horário, o Atlético-PR duela com o Corinthians, na Arena da Baixada.O jogo Apesar de a comissão técnica negar durante toda a semana, o clima de final já começou nos vestiários. Os dois técnicos fizeram muito suspense para anunciar suas escalações, que só foram divulgadas na entrada dos times no campo. Porém o mistério pouco mudou no perfil do jogo. Como esperado, o Furacão começou muito retrancado, com três zagueiros e dois volantes que não saíram em nenhum momento do campo de defesa. Com uma boa marcação sobre Léo e Ricardinho, o time anulou as opções de ataque do desfalcado Santos, que pouco ameaçou na primeira etapa. Sem espaço, o time da casa criou a primeira chance em falta de André Luís, aos quatro minutos, que Diego espalmou. Aos 15, em um dos poucos espaços dados aos santistas, Marcinho desviou um cruzamento da direita, mas Ricardinho não aproveitou. Nove minutos depois, o rubro-negro paranaense ameaçou em rápida tabela de Jádson e William, que terminou nos pés de Washington, desarmado pela zaga. Em novo contra-ataque, o Furacão teve outra oportunidade aos 34, quando William driblou dois defensores alvinegros e acabou desarmado por Léo em cima da hora. Sem espaço, o Peixe só voltou a ameaçar aos 37, quando Marcinho lançou Basílio, mas Diego saiu de forma arrojada nos pés do atacante e defendeu. Foi a melhor oportunidade do Santos, que saiu reclamando da forte marcação do rival no intervalo. “Eles estão jogando atrás, procurando empatar”, explicou Ricardinho. O lateral Léo concordou com o meia. “É um jogo de paciência. Eles estão retrancados e temos de ter calma”, disse. Na etapa final, o excesso defensivo acabou logo aos dois minutos com uma surpresa para a torcida da casa. Em cobrança de falta pela direita, Marcão escorou e Marinho aproveitou um vacilo da zaga santista, para abrir o marcador. Mas a euforia do Furacão durou apenas dois minutos.Foi o tempo suficiente para Marcinho receber na intermediária e colocar Basílio na cara do gol. O atacante chutou cruzado para marcar o seu 12º gol na competição, empatando assim com Deivid como segundo maior goleador da equipe. A partir daí, o que se viu foi uma seqüência de erros da arbitragem. Aos nove, Jádson foi lançado em profundidade, vinha sozinho, mas o assistente assinalou um impedimento inexistente. No lance seguinte, foi a vez de novo erro, mas desta vez contra o Santos. Em jogada de Léo, William foi lançado, tirou um zagueiro, invadiu a área e tocou na saída do gol. Apesar da beleza, o árbitro Edílson Soares da Silva anulou, assinalando uma duvidosa posição de impedimento do atacante. Os lances esfriaram as equipes, que ficaram mais preocupadas em bater do que atacar. Com excesso de faltas, o Atlético-PR tratou de manter o empate, que lhe agradava, enquanto o time da casa pouco ameaçava o gol rival. Mesmo com a entrada de Luís Augusto no lugar do apagado William, o Santos só voltou a ameaçar aos 36, quando Luís Augusto aproveitou um cruzamento da esquerda, mas Diego fez grande defesa. Cinco minutos depois, o Peixe teve outra chance em falta pela esquerda, mas a zaga do time visitante afastou. Novamente na bola parada o Santos teve a derradeira oportunidade, aos 46, em nova falta da entrada da área, porém Ricardinho acertou a barreira. Foi o retrato de um jogo em que o Atlético-PR mostrou porquê tem a terceira defesa menos vazada da competição e o Santos sentiu a ausência do trio goleador.

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