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SAÚDE PÚBLICA

Dourados é recordista em chikungunya e 2020 é o 2° ano com mais registros da doença

02 julho 2020 - 17h50Por Gizele Almeida

A chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, apresenta 192 casos, em Mato Grosso do Sul, em 2020, sendo este  o segundo ano com mais registros da doença. Os dados são da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e desde que a instituição faz os relatórios, o ano que MS mais contou com casos de Chikungunya, foi 2018, com 271.

O total de casos até o momento no Estado, já representa cerca de 70% de todo o total obtido em 2018.  

A Secretaria define os casos como “prováveis” da doença. Dourados lidera o ranking destes, com 49 até o momento. Em Campo Grande são 30. Corumbá possui 14 e Ponta Porã 11. Outras cidades possuem registros menores, sendo: Anaurilândia (4), Pedro Gomes (3), Deodápolis (5), Rochedo (2), Jardim (7), Caarapó (8), Ladário (6), Rio Verde de Mato Grosso (5), Amambai (9), Paranhos (3), São Gabriel do Oeste (5), Brasilândia (2), Camapuã (2), Nioaque (2), Bonito (2), Ivinhema (2), Naviraí (2), Três Lagoas (2), sendo que Inocência, Antônio João, Guia Lopes da Laguna, Angélica, Sete Quedas, Batayporã, Tacuru, Aral Moreira, Costa Rica, Cassilândia, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Ribas do Rio Pardo, Anastácio, Paranaíba, Aquidauana e Sidrolândia registram um caso cada. 

Dos 79 municípios da unidade da federação, 39 tem casos prováveis de Chikungunya, todos com baixa incidência, assim considerado quando o registro é de menos de 100 casos a cada 100 mil habitantes.

No ano anterior, o registro no Estado figurou em 176 casos prováveis. Em 2017, 157 casos, em 2016, 94 casos, em 2015, 9 casos e em 2014, 1 caso.

 Quanto aos casos já confirmados da doença, Dourados também “bate” o recorde, com 49 casos. Em Campo Grande são 9, Anaurilândia,3, Brasilândia, 2 e Corumbá, Bonito, Rochedo, Amambai, Ivinhema e Três Lagoas possuem 1 caso cada. 

A chikungunya é transmitida pela picada de fêmeas infectadas de Aedes aegypti. A doença pode evoluir em três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica. A fase aguda da doença tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem um curso de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se instalada a fase crônica. Em mais de 50% dos casos, a artralgia torna-se crônica, podendo persistir por anos. Alguns pacientes podem apresentar casos atípicos e graves da doença, que podem evoluir para óbito com ou sem outras doenças associadas, sendo considerado óbito por chikungunya.

 

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