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Douradense se diz refém do ‘som alto e da violência’

08 janeiro 2010 - 15h11

Uma moradora da Vila Arapongas em Dourados escreveu uma carta desabafando sobre a situação em que os moradores do bairro se encontram, principalmente relacionados aos vizinhos que “três casas que se encontram nas proximidades das esquinas das ruas Ponta Grossa e 31 de Março”. “Estamos à beira de perdermos a cabeça”, diz ela.  
 
Intitulada a “Carta de uma refém”, a moça conta que já fez várias reclamações a respeito do som alto na região, mas que hoje a polícia não atenderia mais os “clamores” e que dariam desculpas do tipo:  “Vocês têm que entender que temos vários chamados para atender, que o problema não é só nessa região, vocês têm que entender que esse é um problema comum em Dourados. A gente tem que sempre entender a polícia, e eles? Eles exigem que os reclamantes vão até a delegacia abrir um Boletim de Ocorrência”, diz ela.  
 
Segundo o que ela conta o problema está cada dia pior. “Sabe o que acontecerá? Estaremos não só reféns do som, mas também da violência, pois se você sabe que seu vizinho escuta uma música de apologia ao crime, o que mais você poderá esperar, será que ele só escuta?”, afirma.
 Até quando? 

 
A moradora relata ainda que se torna refém dentro da própria casa. “Com temperatura ambiente média de 30 graus (ou mais), somos obrigados a manter janelas e portas fechadas durante o dia e a noite, se não quisermos escutar músicas de apologia ao crime, ao sexo e outras, tocadas à volumes ensurdecedores, quando não bastante, ainda param os carros em frente à suas casas e colocam uma musica em volume mais alto ainda”, diz ela.  
 
Ela termina dizendo que existe um limite para o volume do som e que as pessoas respeitando isso ficarão todos agradecidos.  “Somos reféns desta sociedade que esqueceu o limite da civilidade e da educação com o próximo. Refém. Até quando?”, conclui.
 Último caso 

 
O último caso divulgado pela polícia de Dourados sobre perturbação de sossego foi na rua Toshinobu Katayama, no dia 04 de janeiro desse ano. Luciano da Silva Cunha, de 29 anos, residente no Jardim Canaã I, foi preso em flagrante. Ele, no entanto, não só estava com o som do carro em alto volume, como também dirigia embriagado.  
 
Veja a matéria relacionada aqui:
 04/01/2010 Embriagado incomoda vizinhos com som alto e acaba preso

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