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Douradense com um pé no beisebol norte-americano

26 janeiro 2004 - 08h05

Ontem o dia de festa para a colônia nipônica de Dourados. muitos estavam no estádio César Luchessi para prestigiar o 34º Torneio Regional de Beisebol e ver em ação o ídolo do esporte na cidade. Rodrigo Hirota de 20 anos, é para muitos jovens da colônia e para os mais idosos motivo de orgulho e admiração.  O atleta está preste a se transferir para uma equipe profissional dos Estados Unidos. Jogando há cinco anos na equipe do Giants de Ibiúna, cidade do interior paulista e disse que não pode adiantar nada sofre o contrato que está sendo negociado pelos empresários do clube. “Me pediram para que me concentre apenas nos treinamentos e deixe o contrato para eles. Estou certo que serei contratado. Ficarei contente se for até o time de alguma universidade”, disse o arremessador.  Antes da primeira partida de ontem pelo time de Dourados, Rodrigo caminhava peãs arquibancadas do clube Nipônico onde conversava com todos e sabia o nome da maioria das pessoas, principalmente os mais idosos.  Walter Ahae, um dos responsáveis pelo beisebol em Dourados, disse que o fator de ter participado de várias competições internacionais e ser um dos principais atletas da seleção brasileira não mudou em nada o comportamento de Rodrigo. “Ele sempre foi assim. Quando está em Dourados é o primeiro a chegar no clube o um dos últimos a ir embora”. Na competição deste final de semana o arremessador do Giants foi um dos árbitros.   Rodrigo disse que só está no estágio atual devido ao trabalho de base que foi realizado nas categorias menores do Clube Nipônico. “Tive um trabalho muito forte quando era criança e isso tem me ajuda muito, devo muito aos meus antigos treinadores aqui de Dourados”. Morando há cinco anos em São Paulo onde treina cercas de oito horas por dia, o douradense vem sendo convocado para todas as seleções que participam de competições nacionais e internacionais. Em Santo Domingo no Pan-americano fez parte do time quarto colocado na competição e na Copa do Mundo disputada em Cuba foi sétimo colocado, na melhor posição já obtida pelo time brasileiro em mundiais.  Além dos treinos Rodrigo Hirota participa quatro vezes por semana de aulas de inglês e japonês. O que mais chama a atenção em Hirota é réu arremesso que pode chegar a 150 quilômetros por hora, uma marca excelente para o beisebol sul-americano. Ele acredita que com um trabalho especifico para melhorar a força muscular ele poderá atingir marcas ainda melhores.  A transferência de Rodrigo deverá acontecer até o final de fevereiro quando começa a pré-temperada dos clubes da Liga Norte-Americana de Beisebol. (Antonio Coca)

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