Os produtores rurais Kennedy e Hércules Ulian, proprietários da Fazenda Macaco, localizada no município de Angélica, protocolaram hoje uma petição para que seja decretada a prisão do secretário estadual de Governo, Raufi Marques, que responde pela pasta de Justiça e Segurança Pública, por omissão e desacato a ordem judicial que determinou que fosse disponibilizado reforço imediato para cumprimento da reintegração de posse da área invadida por sem-terra.
O advogado Alisson Perter Damaceno de Lima, que representa os proprietários da fazenda, afirmou ao Midiamax que chegaram a estender o prazo para reintegração de posse como medida cautelar para aguardar alguma posição do governo do Estado, mas, como isso não ocorreu, o pedido de prisão foi protocolado como último recurso para possibilitar a retirada das famílias invasoras.
O cumprimento da reintegração de posse da Fazenda Macaco, já determinada pela Justiça, depende da disponibilidade de policiais militares pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), que devem ir até o local para retirar os sem-terra que estão acampados no local desde o dia 18 de outubro. O coronel PM José Augusto Castro, comandante do 8º Batalhão da PM de Nova Andradina, disse que a ordem não está sendo cumprida porque a Secretaria de Segurança não autorizou que a Polícia interfira na retirada das famílias.
O coronel Castro disse que não será necessário reforço policial de Campo Grande caso recebam a ordem para retirar os sem-terra da área, pois juntando o efetivo de Nova Andradina, Novo Horizonte, Taquarussu e de outros municípios próximos já será suficiente. A decisão judicial concedeu prazo de 30 dias para que o governo providencie o reforço policial, que deve começar a ser contado a partir da notificação.
“Nós aguardamos até esta segunda-feira, como nada foi feito, pedimos a prisão do Raufi. Estamos fazendo tudo que a lei nos permite para reaver a fazenda. Mas neste Estado ninguém cumpre lei. Este é um Estado sem lei. Nem o governador nem o secretário de segurança cumprem ordem judicial”, disse Kennedy.
Caso não o reforço policial não seja disponibilizado, após o pedido de prisão de Raufi Marques, os proprietários pretendem, como último recurso judicial, recorrer ao governo federal e pedir intervenção da União para que as famílias de sem-terra sejam retiradas da Fazenda Macaco. O proprietário Kennedy Ulian afirmou que nos últimos dias não teve mais prejuízos de grande monta com a invasão.
“Só estamos impedidos de plantar cana. Tentamos entrar com os tratores para arar a terra, mas fomos ameaçados pelos sem-terra e tivemos que sair de lá”, afirma o produtor rural Kennedy revelou que ele e o irmão, Hércules Ulian, já tiveram pelo menos R$ 500 mil de prejuízos com a invasão.
Os sem-terra, que já queimaram duas mil mudas de cana que seriam plantadas na propriedade e ameaçaram queimar cinco caminhões da fazenda, são dos acampamentos Zumbi dos Palmares, ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), e Padre Aqüilino, ligado à FAF (Federação da Agricultura Familiar).
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