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Doentes renais sofrem com precariedade

15 janeiro 2010 - 14h27



A falta de estrutura no atendimento a doentes renais crônicos tem causado insegurança a centenas de pessoas que residem na região sul do estado. Em Dourados existe apenas uma clínica credenciada para atender a demanda de 700 mil pessoas. O correto seria uma clínica para cada 200 mil pessoas.

Reunidos recentemente com o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), membros da Renasul - Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Dourados reivindicaram apoio político para sejam liberados recursos visando novos investimentos.

Eles querem que o Hospital Universitário também atenda os pacientes. Inclusive o Conselho Municipal de Saúde já aprovou o credenciamento do HU, mas faltam recursos para investimentos em equipamentos e contratação profissionais.

Antonio Pedro Bitencourt, presidente da Associação Médica de Dourados, e João Alves de Souza, que preside o Conselho Municipal de Saúde, além de conselheiros, esclareceram ao deputado a necessidade de um engajamento de toda a população, visando sensibilizar a classe política para que tais investimentos sejam viabilizados.

Bitencourt conta que em Campo Grande existem oito clínicas credenciadas. Em Dourados existe apenas uma, onde a demanda é elevada. Daí a necessidade de sensibilizar as autoridades.

Zé Teixeira ao tomar pé da situação, prometeu todo o empenho possível visando mobilizar a classe política, não só de Dourados, como de todo o Estado. “É uma situação de urgência, que não pode ser protelada, farei o possível para melhorarmos o atendimento a essas pessoas”, disse.

Zé Teixeira também confirmou que manterá contato deputados federais Geraldo Resende (PMDB) e Marçal Filho (PMDB), bem como com o governo do Estado para que sejam viabilizados tais recursos para equipar o Hospital Universitário inclusive para a realização de cirurgias e transplantes em Dourados.

RETORNO DE CIRURGIAS

Outra reivindicação é o retorno de cirurgias eletivas, feitas somente em Campo Grande. Bitencourt conta que desde o início do ano passado ninguém é operado. “Campo Grande já foi referência nacional, inclusive realizando mais de 400 transplantes em um ano”, relata o médico. De Dourados, dezenas de pessoas estão na fila aguardando uma cirurgia.

José Feliciano de Paiva, o Zé Tereré, presidente da Renasul, disse ser uma crueldade que estão fazendo com os pacientes. Ele conta que buscou informações por várias vezes e que nunca obteve resposta. “O assunto foi tratado com descaso”, conta.

Zé Tereré, que também é um transplantado, explica que os exames realizados pelos pacientes estão vencendo, o que emperra ainda mais os tratamentos. “Alguns estão sendo internados porque precisam fazer o transplante com urgência”, acrescenta. “Não sei por quanto tempo vamos agüentar”.

Dados comprovam que 400 pacientes aguardam na fila do transplante, em Mato Grosso do Sul. Destes, pelo menos 50 são da região da Grande Dourados. De acordo com Zé Tereré, quanto mais o tempo passa, maior o temor dos pacientes em perder o doador.

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