O eucalipto é uma cultura que envolve alto investimento, então o cuidado sanitário que os produtores devem tomar deve ser redobrado para evitar perdas desnecessárias. A cultura pode ser atacada por diversas doenças que causam graves danos como redução de produtividade da floresta e danos na qualidade da madeira que diminuem a produção de celulose entre 10% e 14%.
As doenças podem ser originárias de ataques de bactérias ou fungos. A pior delas atualmente no Brasil é a murcha de ceratocystis causada pelo fungo Ceratocystis fimbriata que está atacando de Norte a Sul do país. A redução de produtividade é de cerca de 58%. Outra grave doença no campo é a murcha bacteriana, causada pela bactéria raustônia, a mesma que infecta culturas como tomate e batata.
De acordo com o pesquisador Acelino Couto Alfenas, professor na área de patologia florestal da Universidade Federal de Viçosa especialista na área de doenças do eucalipto, a principal medida a ser tomada é o plantio de clones resistentes.
— Resistência genética é a principal forma de controle em campo. Já em viveiro o principal é o manejo. Tem que usar práticas de higiene, limpeza para reduzir a quantidade de material infectado e reduzir as condições de molhamento, que favorece a proliferação dos fungos — ensina Alfenas.
O professor explica que no caso das doenças que atacam as mudas em viveiros o controle deve ser feito através de uma manejo mais rigoroso com a higienização e principalmente regulando as condições de molhamento. As principais doenças que afetam o eucalipto em viveiro são a mancha bacteriana, causada principalmente por xanthomonas, e a mancha causada por cylindrocladium, que ataca especialmente o Sul da Bahia, Amapá e Pará que são regiões com elevado índice pluviométrico anual e temperaturas elevadas.
— A vantagem de trabalhar com eucalipto é que existe uma ampla variedade genética que permite a seleção de indivíduos resistentes. No entanto, a maioria dos clones disponíveis hoje são híbridos cuja base genética é muito estreita, ou seja, eles estão sendo sempre vulneráveis a estas doenças. É urgente a ampliação dessa base genética e a criação de novos clones. É fundamental também monitorar a variabilidade na população do patógeno porque há sempre a geração de novas raças que podem suplantar os novos materiais — alerta o pesquisador.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Morador de Dourados morre após ser atropelado na MS-379

Filho de vereador é morto a tiros dentro de casa

Enem 2026: recursos contra indeferimento de isenção vão até terça-feira

MS tem concursos abertos com inscrições encerrando em maio; confira prazos

A partir de hoje, pré-candidatos de 2026 podem fazer 'vaquinha' eleitoral

Bodoquena ganha novas moradias e obras urbanas para atender a população

Operário vence a primeira e mantém chances de classificação no Brasileiro

Travesti baleada em bar morre no hospital e Polícia procura suspeito

Dupla é presa por tráfico de drogas em bar

Ícone do rádio esportivo mineiro, Milton Naves morre aos 70 anos
Mais Lidas

Começa obra que encurtará distância entre Capital e município do interior

Prefeitura entrega uniformes para equipe do Samu após oito anos sem reposição

Morador de Dourados morre em colisão entre picape e carreta na MS-276

