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Dobra número de fraudes com telefone em Campo Grande

04 setembro 2004 - 12h27

O susto veio seguido de indignação. Há 30 dias o empresário Nivaldo Rodrigues Araújo foi vítima de um tipo de estelionato cada vez mais comum. Ao tentar fazer uma compra a prazo para sua empresa, descobriu que o seu nome estava com registro no Serasa por conta de um débito com a Brasil Telecom de R$ 600,00 referente à conta de um telefone que não pertence a ele. Alguém se passou pelo empresário para solicitar a linha telefônica. Casos como este são registrados quase diariamente na Polícia Civil em Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, até julho deste ano, foram 132 boletins com a reclamação. No mesmo período do ano passado, foram 63. Crescimento que chega a 109%. “A culpa é da empresa. Ela deveria identificar melhor o solicitante da linha telefônica antes de fechar o contrato”, diz Araújo, com indignação. A opinião é compartilhada pelo empresário Leopoldo Ramão Aguero, de 49 anos, que também sofreu golpe. Abriram uma conta telefônica em nome da empresa dele e gastaram R$ 5 mil em ligações. O nome de Aguero foi parar no Serasa. Para ele, o sistema adotado pela empresa telefônica é muito vulnerável. Aguero, que tem empresa no setor de alimentos em Campo Grande, foi alvo de golpe praticado na cidade de Palmas (TO). O empresário disse que o gerente do banco informou sobre a restrição no Serasa. Ao verificar, descobriu que alguém habilitou um telefone no nome da empresa dele, usando o cadastro do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Aguero ficou indignado com o golpe. Ele disse que nunca esteve em Tocantins e resolveu o caso em Campo Grande com a Brasil Telecom. Aguero ainda tenta cancelar contas interurbanas junto à Embratel. Um boletim de ocorrência foi registrado no 1ºDP, na Capital, e o empresário aguarda a solução para o caso.O estelionato é reclamação mais freqüente na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). As fraudes na telefonia estão entre as principais, em média cinco pessoas por dia procuram a delegacia com o problema. Segundo o delegado Carlos César Constantino, há uma lei que agiliza atendimento para fins de instalações do serviço. Por telefone o cliente faz a solicitação da linha e no momento da instalação são pedidos documentos e a assinatura. O problema é que nem sempre a identificação é feita corretamente, podendo uma pessoa se passar pela vítima ou mesmo falsificar documentação para conseguir a instalação da linha. “Se o funcionário da empresa tiver dúvida, o aparelho não deve ser instalado e só deve faze-lo na presença do solicitante e não de terceiros”, aponta. A assessoria de imprensa da Brasil Telecom informou que os débitos ocorridos pela ação ilícita são retirados imediatamente do nome da vítima, solicitando a regularização do cliente junto aos órgãos de proteção ao crédito, com prazo de cinco dias, como prevê o Código de Defesa do Consumidor. Ao instalar a linha telefônica, a assessoria informou que o funcionário exige cópia da documentação do cliente, como forma de coibir a ação de fraudadores. Porém, segundo o delegado, a medida não é suficiente. A vítima deste tipo de estelionato deve registrar ocorrência e fazer a reclamação na empresa. Depois fica a cargo da empresa fazer levantamento e se houver provas deve excluir o nome da vítima da lista de inadimplentes. Caso não o fizer, a empresa pode responder na Justiça, podendo a vítima também entrar na justiça por danos morais. É o que pretende fazer o empresário Nivaldo Araújo. Após fazer registro em boletim de ocorrência e reclamar na companhia telefônica, o nome continua no Serasa. “Estou sendo prejudicado, não consigo comprar, vou procurar o Procon”, assegura. Ele desconfia de quem seja o autor do estelionato. Uma pessoa que se passa por Mauro Galvão tentou comprar materiais de construção no nome do empresário, há dois anos. Galvão teria falsificado assinatura e carimbo, a polícia descobriu, mas não consegui prendê-lo. “Infelizmente ficamos a mercê de bandidos facilmente”, lamenta Araújo.

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