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Diretor do FMI defende instituição de entidades da sociedade civil

04 setembro 2004 - 12h36

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, se reuniu nesta sexta-feira com 14 representantes da sociedade civil. Membros do movimento sem-terra, ONG"s, professores universitários, jornalistas, estudantes e o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil estiveram no encontro. Todos foram unânimes em suas afirmativas. Exigiam o fim do pagamento da dívida externa. Nos 45 minutos de reunião, Rato aceitou todas as críticas sobre as ações do Fundo no Brasil, mas ressaltou que as ações positivas do FMI são superiores às negativas. O principal ponto a favor, de acordo com ele, é que o Fundo é a única instituição a se recorrer em momentos de crise. Ele afirmou que o Brasil está, atualmente, numa situação estável. Para Rato, esta é a primeira vez, em 30 anos, que o país consegue atingir tal ponto. Este é o aspecto mais importante para o diretor porque, segundo ele, a estabilidade econômica é mais importante que a social. "Só a situação econômica estável é capaz de transformar a sociedade", sintetiza. Rodrigo Rato iniciou o encontro lembrando que o controle do FMI pertence aos governos, que o fundam e dirigem. "Os governos legítimos de cada país é que desenham as políticas. E o peso de cada governo está estabelecido por cotas de participação no capital", explicou. Apesar de insistir na independência das nações, Rato salientou que o Brasil precisa de reformas estruturais, como a desvinculação das verbas orçamentárias e a reestruturação trabalhista. "São reformas com maior presença nos acordos comerciais". Segundo Rato, o Fundo já ajudou vários países. O apoio do FMI recuperou economias que estavam próximas da bancarrota. "Por exemplo, o FMI recuperou o Brasil em 2002, a Inglaterra em 78, o Canadá nos anos 80 e a Espanha na década de 60". O diretor afirmou que o FMI não é o responsável pelo aumento da pobreza. Segundo ele, os países que criam dívidas que não podem pagar são os verdadeiros responsáveis, pois repassam o ônus às gerações futuras. "Nenhum país saiu da situação de pobreza nos últimos 15 anos com aumento de miséria, inflação ou dívida pública. A estabilidade macroeconômica não é inimiga da pobreza, mas, sim, amiga". O vice-presidente da OAB, Aristóteles Atheniense, considerou o encontro proveitoso. Mas disse que Rato omitiu várias respostas. A principal delas, segundo ele, foi o questionamento sobre um item da Constituição Brasileira. A lei determina que o Congresso realize auditorias anuais sobre o pagamento da dívida. "O povo brasileiro precisa saber quanto deve e de onde vem esta dívida. Esta resposta eu não obtive do diretor". Atheniense também afirmou que é uma contradição a criação de uma nova linha de crédito para novos casos de instabilidade financeira. "Se a arrecadação brasileira tem sido tão vitoriosa e a política econômica obteve tantos êxitos, para que um fundo reserva", questiona. Já Sandra Quintela, representante da ONG Rede Brasil, considerou o encontro uma "conversa de surdos". Segundo ela, os representantes da sociedade expuseram seus pontos de vista e Rodrigo Rato discursou em favor do FMI. "Não pudemos responder os comentários do senhor Rato. Foi uma conversa de surdos", concluiu.  

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