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Dirceu admite que modelo econômico é perverso

22 março 2004 - 15h06

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, admitiu hoje que o modelo econômico é "perverso", mas afirmou que o governo está criando as condições para obter um crescimento da economia maior do que 3,5% ao ano. "Se é verdade que o País tem um modelo econômico perverso, porque exclui, também é verdade que se está trabalhando para o País retomar o crescimento", disse o ministro a jornalistas, nesta manhã ao chegar a um evento sobre inclusão social e desenvolvimento em São Paulo. Dirceu também admitiu que as mudanças na economia são necessárias, mas que têm que ser feitas sem sobressaltos. "Nós precisamos ir mudando o modelo brasileiro. O País tem problemas graves realmente, mas nós não podemos fazer aventuras nem pacotes, porque o País já passou por milagres, pacotes e o final sempre foi trágico", disse. Dirceu considera que o governo está atuante e rebateu as críticas de imobilismo na economia. Ele afirmou que o governo tem aprovado vários projetos no Congresso, como por exemplo, as Medidas Provisórias do setor elétrico e o PPP (Parceria Público-Provada), e que em breve serão aprovados também outros projetos, como a lei de falências. O ministro também destacou que, na próxima semana, o governo envia ao Congresso o projeto que altera o papel das agências reguladoras. "Não existe paralisia no governo. Existem problemas político-administrativos que precisam ser resolvidos", acrescentou Dirceu, citando como exemplos desses problemas questões como falta de recursos e as greves como a da Polícia Federal. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse hoje que para haver desenvolvimento e inclusão social, o Brasil precisa de uma política industrial aliada a políticas sociais, mas que o governo precisa de parcerias com a iniciativa privada. Entretanto, afirmou que a rede de assistência social, da saúde, da educação, das ONGs e das organizações populares são a prova de que o Brasil tem um dos parceiros mais importantes nos procesos de desenvolvimento social: a própria sociedade civil. Dirceu afirmou que não há avanços em se ter crescimento econômico sem distribuição de renda. "Não haverá inclusão social sem políticas de habitação, saneamento e educação", concluiu. Waldomiro Diniz: caso encerradoSobre o caso Waldomiro Diniz, seu ex-assessor parlamentar, Dirceu disse que não está mais incomodado com o caso e que considera o assunto encerrado. "Fiquei inconformado por eu não ter me dado conta do que estava acontecendo, mas este assunto está nas mãos da Justiça, do Ministério Público e da comissão de sindicância." Nesta segunda-feira, termina o prazo dado à comissão de sindicância que apura o caso Waldomiro Diniz no governo. Ainda não se sabe se o relatório será divulgado ou se a comissão pedirá uma prorrogação deste prazo. "Durante 40 dias eu fui investigado, devassado, e o governo também... Este é um governo que não rouba e não deixa roubar", acrescentou Dirceu.  

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