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Diploma não assegura atuação profissional

01 setembro 2004 - 15h06

O mercado de trabalho quer mais do profissional recém-formado do que "apenas" o diploma, que comprova a conclusão do curso superior. Quer testá-lo antes de credenciá-lo a atuar na carreira na qual se formou.Essa exigência vem dos conselhos profissionais de algumas áreas, que querem "filtrar" a entrada dos graduados no mercado, a exemplo do que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) faz, desde a década passada, com o exame da Ordem.Que os futuros advogados têm de se submeter a uma avaliação não é novidade. O que surpreendeu alguns estudantes foi que outros conselhos profissionais decidiram fazer o mesmo. Atualmente, para ser veterinário ou contador, por exemplo, não basta ter o diploma, é preciso ser aprovado no exame de sua categoria.Essa tendência é seguida por outros conselhos que estudam a implantação do teste como uma maneira de selecionar quem ingressa no mercado. Hoje só o diploma, dizem os especialistas, não atesta a aptidão de um profissional para exercer sua carreira."Há faculdades que não são rigorosas com os alunos, que os aprovam de qualquer jeito", afirma Ivette Senise Ferreira, presidente da Comissão de Estágio e Exame da Ordem da OAB-SP e professora da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), que, como outros membros de conselhos, mostra-se preocupada com a crescente abertura de faculdades no país.A contadora Alessandra Nolasco, 32, terminou o curso em 1999 e, no ano seguinte, submeteu-se ao primeiro exame de proficiência aplicado pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade). Nem todos, porém, encaram o exame com naturalidade, e um indício são as freqüentes liminares de formados contrários à medida. No caso da contabilidade, ocorreram tantas controvérsias que, apesar de o CFC ter regulamentado o exame em todo o país, uma liminar exclui, desde o início de 2004, o Estado de São Paulo, onde a reprovação chegava a 45%.Isso foi o suficiente para que Andréia Alves da Silva, 32, conseguisse o registro profissional do Conselho Regional de Contabilidade mesmo tendo sido reprovada na avaliação de 2003 (cada entidade realiza de duas a três provas por ano). "Fiquei sabendo da liminar e consegui tirar a carteirinha em março deste ano", conta.A brecha existe porque, apesar de os conselhos regulamentarem o exame, ele não tem poder de lei, e os candidatos podem recorrer. Para evitar transtornos, Edson Taki, vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia, disse haver uma comissão que estuda como promover alterações no projeto que cria o exame. 

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