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Dilma se emociona ao lembrar de amiga do combate à ditadura

21 dezembro 2009 - 16h30

Em sua primeira aparição pública sem a peruca que a acompanha desde o início das sessões de quimioterapia para tratar um câncer no sistema linfático, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se emocionou nesta segunda-feira (21) ao falar de uma amiga da época do combate à ditadura militar. A amiga de Dilma, Inês Etienne Romeu, foi uma das 16 agraciadas com o Prêmio Direitos Humanos 2009. No mesmo evento, está sendo lançado o 3° Programa Nacional de Direitos Humanos.
 
O presidente Lula destacou o fato de a ministra estar na cerimônia sem a peruca. “Vocês não perceberam que a Dilma está de cabelo novo, é o cabelo normal dela, que voltou a se apresentar em público. Acho que foi uma homenagem a Inês, porque eu estou pedindo pra Dilma tirar peruca já faz um mês e ela não tirava”.
 
No mês de abril, Dilma anunciou à imprensa que estava com um câncer no sistema linfático. Em maio, a ministra admitiu publicamente que estava usando uma “peruquinha básica” devido às sessões de quimioterapia a que estava sendo submetida. Em setembro, a própria ministra anunciou que estava curada, mas continuou a usar o acessório até a semana passada.

Além da falta da peruca, Dilma chamou a atenção na cerimônia ao se emocionar já no início de seu discurso. A ministra falou por cerca de 10 minutos sobre a época da ditadura militar, contra a qual lutou. Uma amiga de Dilma desde aquela época foi agraciada com o prêmio na categoria “Direito à Memória e à Verdade”.

“É sempre doloroso lembrar de todos que foram para a cadeira e de todos que foram de uma forma de outra barbaramente torturados. Muitas vezes tiraram dessa pessoas a dignidade e muitas vezes a vida”, disse a ministra.

Segundo contou Dilma, sua amiga Inês foi presa em São Paulo em 1971 pela ditadura. Foi transferida para o Rio de Janeiro e submetida a violência em cárcere privado. Inês foi beneficiada pela anistia em 1977 e dois anos depois de deixar a prisão denunciou tortura e o desaparecimento de outras pessoas durante o regime.
 


 
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em março deste ano (à esquerda), antes de iniciar o tratamento de quimioterapia. Ao centro, Dilma aparece em Copenhague na semana passada ainda usando peruca. Por último, a primeira aparição da ministra sem o adereço, nesta segunda (21) (Fotos: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr; Ricardo Stuckert/PR; Aílton de Freitas/Ag. O Globo)


Possível candidata à Presidência 
No evento, Lula afirmou que Dilma é “possível candidata” à sua sucessão. Ao descrever a luta das pessoas que lutaram contra a ditadura, o presidente fez a exaltação à ministra. Ele lembrou ter estado há algum tempo com Dilma numa sede do exército em São Paulo na qual a ministra esteve presa durante o regime militar. Neste momento, Lula falou da tortura sofrida pela ministra e da sua condição de pré-candidata.

“Se alguém prendeu a Dilma, se alguém torturou a Dilma, achando que ali tinha acabado a luta dela, eu digo que ela é hoje uma possível candidata à Presidência da republica deste país”, disse Lula, sendo interrompido por aplausos das centenas de pessoas presentes à cerimônia.

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