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Dilma nega dossiê contra FHC, mas admite "banco de dados"

28 março 2008 - 10h18

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou nesta sexta-feira a elaboração de um dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de sua mulher, Ruth Cardoso, e ministros da gestão tucana.
Em entrevista em Recife (PE), segundo a rádio CBN, Dilma afirmou que o governo montou um "banco de dados" com informações sobre despesas com cartões corporativos para atender possíveis pedidos legais.
A ministra ainda afirmou que a coleta de informações não teve a característica de investigar o ex-presidente FHC.
O vice-presidente José Alencar e o ministro Tarso Genro (Justiça) também negaram hoje a existência de um suposto dossiê. "Não há dossiê. Há uma sindicância. Isso é normal. É uma sindicância administrativa", disse Tarso Genro.
Alencar afirmou que as informações contidas no suposto dossiê foram solicitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). "Essas informações são rotina no governo. Nunca houve nenhum dossiê para nenhum objetivo diferente do que preparar informações não só daquele período como de outros períodos. Isso é rotina, isso é normal."
Sem citar a oposição, o vice-presidente disse que estão fazendo "tempestade em copo d'água" com essa informação. "Não foi má fé nem coisa nenhuma. Aquilo não tem absolutamente nada. Mesmo porque estão fazendo das informações ali uma tempestade num copo d'água."
Mais enfático, Tarso afirmou que a polêmica é resultado do embate político entre governo e oposição. "A oposição está com os ânimos muito acirrados porque vamos entrar em um período eleitoral. E o presidente está com um acolhimento da população inédito na história do país e cabe à oposição criar fatos políticos para fazer debates públicos."
O ministro descartou ainda a possibilidade de o Ministério da Justiça ou da Polícia Federal serem acionadas para investigar o vazamento das informações do suposto dossiê para intimidar a oposição na CPI dos Cartões. "O Ministério da Justiça e a PF nada têm a ver com isso. Não vão ser instrumentalizados na luta política."

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