A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reconheceu hoje (4) que parte dos dados que integram o suposto dossiê sobre o uso de cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu do arquivo da Casa Civil. “Tem uma parte que é verdade, que saiu do nosso banco”, disse, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ao acrescentar que o banco de dados da Casa Civil contém os gastos com hospedagem, alimentação e transporte.
A ministra levantou a hipótese de um computador da Casa Civil – "um bem público – ter sido invadido. Mas, indagada se acreditava na invasão, respondeu que estimativas do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) indicam que em 90% dos casos o vazamento é feito por alguém do próprio órgão e não descartou a possibilidade.
“Não estou com nenhum prejulgamento. Nem acho que não foi invasão nem acho que foi invasão – vamos investigar. Não vou fazer nenhuma suposição”, alegou, ao completar que o governo vai investigar até encontrar o responsável.
A ministra questionou a veracidade da planilha divulgada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, em matéria que afirma que o suposto dossiê saiu pronto da Casa Civil. Ela argumentou que na tabela publicada aparece uma coluna que, segundo Dilma, não existe no banco original, organizado de forma diferente. E sugeriu que qualquer um pode montar uma tabela da maneira que desejar.
“Tem uma coluna que não existe no nosso banco de dados. Os nossos dados não têm essa ordem”, alegou. “Numa planilha de Excel, monta-se o que se quer”, acrescentou.
Ainda ao rebater a matéria, a ministra disse que o fac-simile divulgado pelo jornal não é o mesmo que a Casa Civil recebeu na noite de ontem (3). Ela explicou que no documento recebido pela Casa Civil existe uma rasura que não aparece no quadro publicado pelo jornal. E acrescentou que vai checar todas as informações publicadas. “O interessante é que esse mesmo fac-simile, ao ser publicado, não estava rasurado”, disse.
A ministra voltou a falar que o governo não tem interesse em montar um dossiê sobre as despesas na gestão de Fernando Henrique Cardoso e justificou que parte das informações é de conhecimento público. “Por que fazer dossiê de informações que não são sigilosas? Fazer dossiê de informações públicas?”
E informou que se os dados fossem de autoridades do governo Lula estariam expostos no Portal da Transparência, criada no atual governo. Segundo a ministra, a maioria das informações do suposto dossiê é de conhecimento público e as sigilosas referem-se às despesas da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
A ministra anunciou que avaliará com o ministro da Justiça, Tarso Genro, se cabe à Polícia Federal investigar o vazamento das informações – o que, segundo Dilma, constitui crime.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Investigado por assassinato é localizado e preso em Campo Grande

Comissão aprova projeto que prevê isenção de impostos para equipamentos de tecnologia assistiva

Vereador que comprou voto com vale-gasolina tem mandato cassado

Prefeitura amplia vacinação contra chikungunya e febre amarela aos sábados no PAM

Acusado de estuprar filhas e importunar sobrinhas é preso

Bancários da Caixa entram em greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira

Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF

Viralizou: urna eletrônica brasileira não foi invadida por hackers nos EUA

Jovem é assassinado a tiros em distrito

Perspectiva da proteção das relações sociais
Mais Lidas

Dourados celebra Independência com desfile cívico-militar

Frio ganha força em Dourados neste domingo com alerta do Inmet

Colisão frontal entre carreta e caminhonete mata homem e duas adolescentes

