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ZIKA-VÍRUS

Dificuldade no diagnóstico pode "esconder” número real

22 dezembro 2015 - 18h05

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (22) um novo balanço de casos de diagnóstico para microcefalia relacionada ao Zika Vírus no país. Mato Grosso do Sul permanece com três casos suspeitos, sendo dois em Dourados e um em Bela Vista. O boletim do Ministério computa a notificação de 2.782 casos microcefalia com associação ao Zika e 40 mortes. Esses estão espalhados em 618 municípios de 20 Estados.

Para o médico infectologista Julio Croda, não há um aumento significativo de casos de microcefalia este ano. Os dados do Ministério confirmam isso, apontando que nos últimos cinco anos, MS registrou dois casos da doença em 2012 e três em 2013.

Outro ponto pontuado pelo médico é sobre a notificação dos casos de Zika que vem sendo investigada a partir da microcefalia. Na opinião dele, muita gente no Estado apresenta os sintomas da doença, e pelo fato de não possuir gravidez, podem estar sendo tratados como pacientes de dengue.

A dificuldade no Estado, segundo ele, está no fluxo das amostras para confirmar os casos. “Precisamos agilizar isso, para saber se o vírus está circulando mesmo e redobrar a precaução”, relata.

O único laboratório que diagnostica Dengue e Febre Chikungunya em MS é o Lacen (Laboratório Central) que fica em Campo Grande. Então, são coletadas amostras em pacientes de Dourados, pela manhã, por exemplo, e encaminhadas para a capital.

Porém, para confirmar se o caso é de Zika, o Lacen ainda não está capacitado. É necessário realizar um teste com tecnologia biomolecular que atualmente existe em poucos laboratórios do país. Dessa forma, a amostra coletada em MS, precisa ser enviada acondicionada corretamente para fora do Estado.

Conforme divulgado pelo Ministério nesta terça, são cinco laboratórios de referência para o país no diagnóstico do Zika.

O órgão ainda capacitou mais 11 laboratórios públicos para tal recentemente e nos próximos dois meses a tecnologia deve chegar a mais 11 laboratórios. Nesse último “pacote” estaria incluído Mato Grosso do Sul. Juntas, essas 27 unidades terão capacidade de analisar 400 amostras por mês de casos suspeitos.

Até o momento não há qualquer comprovação de que o Zika Vírus esteja circulando em Dourados. O município notificou casos de microcefalia que podem ou não estar associados ao Zika e permanecem em investigação.

Porém, o Zika Vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti – mesmo transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya -, que tem aos montes nas cidades sul-mato-grossenses. Com isso, a preocupação é grande e o alerta das autoridades é para que todos ajudem no combate aos vetores, não deixando água parada em garrafas, pneus, vasos de planta, entre outros.

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