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Saúde e Bem-estar

Desobediência ou Transtorno Opositivo Desafiador?

12 maio 2020 - 06h00Por LUCIANE SPERAFICO

É natural que as crianças demonstrem comportamentos de oposição de vez em quando, afinal, a infância traz consigo todo um universo de descobertas. 
A criança está conhecendo a si mesma, entrando em contato com suas emoções ao mesmo tempo em que descobre o mundo a sua volta. Esse é o momento em que ela se depara com as regras e os limites da convivência social.

Justamente por isso, muitas vezes é difícil distinguir o que é um desafio natural da educação do que possa ser um transtorno. Nesse caso, é preciso perceber a gravidade dos comportamentos inadequados e a permanência dos sintomas.

A Psicoterapeuta e Mestre em Psicologia “Luciane Sperafico”, explica que  um dos grandes marcadores do distúrbio é que o comportamento da criança destoa muito do comportamento observado em outras crianças da mesma idade e nível de desenvolvimento.

Por exemplo, comportamentos de “birra” geralmente surgem quando a criança tem entre 3 e 4 anos, pois ainda não sabe lidar muito bem com suas frustrações. Ela geralmente está com fome, cansada, estressada ou chateada e não tem maturidade ainda para lidar com estas questões. Mas à medida que a criança cresce, estes sintomas tendem a diminuir e desaparecer com o tempo, o que não acontece nas crianças que apresentam o transtorno opositivo desafiador.

Duas situações podem ser presenciadas em uma criança ou um adolescente: a desobediência ou o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Ambos significam a mesma coisa? Basta uma conversa mais séria ou um castigo (deixar de ir a um lugar que seu filho gosta, cortar os joguinhos por um tempo, colocá-lo sentado no mesmo canto da casa por uma hora? Deve-se procurar auxílio profissional?

Há uma série de questionamentos em torno disso tudo; no entanto, o mais importante é a informação, sobretudo por desobediência e TOD serem diferentes e exigirem técnicas distintas para sua devida solução. Vamos ver os pontos que distinguem um do outro.

Desobediência

Uma criança ou adolescente desobediente pode estar em qualquer lugar. Quem de nós, por exemplo, nunca esteve em uma situação a qual o pequeno insiste em não obedecer a uma solicitação, uma ordem imposta por nós? “Não brinque na rua!”, “não abra o portão!”, “desligue o chuveiro!”, “coloque o cinto de segurança!”, “desligue já esse computador!”, “faça o dever agora, depois você brinca!”; enfim, todas as advertências que damos diariamente aos nossos filhos devem ser seguidas para o próprio bem deles.

O problema é quando nossos filhos não respeitam e insistem em continuar fazendo aquilo que pedimos para não fazer por simples teimosia ou pirraça. Isso é a desobediência e é algo comum em crianças e adolescentes. Nada como uma conversa ou uma advertência mais séria (nada de agressões físicas ou verbais) para que os pequenos passem a refletir sobre suas atitudes. Todos podem ter, ao longo da infância, uma fase de desobediência e isso passa.
Transtorno opositivo Desafiador (TOD)


O TOD, por sua vez, é algo mais sério a ser lidado. Não se trata de algo que possa ser solucionado com uma conversa. O TOD é caracterizado como uma condição em que a criança adota uma postura de teimosia frequente, hostilidade e lado desafiador (como o nome já mostra). Não existe, na literatura médica, algo que mostre sua causa, mas sabe-se que o ambiente a qual o pequeno está inserido pode ser crucial para influenciá-lo.

A diferença entre a Desobediência e o TOD está na intensidade, uma vez que a primeira situação ocorre em determinados momentos e a segunda, em praticamente todos.

Como fazer então para identificar o TOD?

Há alguns comportamentos que são possíveis de serem percebidos quando se trata de TOD, veja abaixo alguns deles:

*Discussões diárias com pais, colegas de sala e professores;
*A criança incomoda e perturba as pessoas de propósito, sem que haja uma necessidade não atendida muito clara que motive o comportamento;
*Hostilidade com tudo e todos;
*Pessimismo;
*Comportamento vingativo;
*Perde a paciência com frequência;
*Ataques de fúria;
*Predominância de agressividade;
*Teimosia exagerada;
*Resistência a cumprir com as regras e combinados;
*Outros.

Diagnóstico

Para diagnosticar o TOD, é preciso que a criança seja consultada por psicólogos/psicanalista (psicoterapeuta), pois só eles podem aplicar métodos que captem a existência do TOD.

Tratamento

Como esses casos podem ser tratados? Para isso, é necessário que os pais procurem auxílio na área de psicologia e psiquiatras para que possam estabelecer um tratamento baseado em técnicas que visam modificar o comportamento da criança ou adolescente diagnosticado com TOD.

Por isso é muito importante investigar os sintomas, buscar ajuda médica e iniciar o tratamento o quanto antes. O tratamento pode incluir a psicoterapia numa abordagem comportamental, que busca melhorar as habilidades de resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso, e a psicoterapia familiar, que promove mudanças dentro do ambiente doméstico, e visa melhorar também as habilidades de comunicação e as interações familiares. Há alguns casos que o médico poderá preescrever alguma medicação, especialmente com o intuito de regular as emoções e também no caso perceber outros transtornos associados. 

A intervenção e tratamento precoce do TOD são fundamentais para melhorar o comportamento e a qualidade de vida da criança com este transtorno, além de prevenir que evolua para um Transtorno de Conduta.

Por fim, espera-se que este texto possa ser uma ferramenta informativa ao alcance de clínicos, pais e educadores, assim como de outros profissionais que atuam com crianças e adolescentes que apresentem os diversos quadros sumariados. Desta forma, poderá ser útil a um maior conhecimento acerca dos Transtornos Comportamentais.

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Sobre a Profissional - LUCIANE SPERAFICO”

* Mestre em Psicologia

* Psicanalista

* Psicopedagoga

* Pedagoga e Neuropedagoga

* Especialista Em Neuropsicologia

* Atualização Em Reabilitação Neuropsicológica

* Especialista Em Educação Especial com ênfase em Autismo

* Especialista Em Psicoterapia Cognitivo Comportamental

Screener da Síndrome de Irlen

*Analista Comportamental DISC pela SLAC

*Coach de Carreira &Coach Vocacional

*Facilitadora da metodologia LEGO SERIOUS PLAY e POINTS OF YOU

*Tutora Cogmed- Treinamento de Memória Operacional &Treino Cognitivo (Atenção)

*Formação em Psicologia Positiva e Terapia do Esquema

*Atualização em Mindfulness 

 

 

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