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Desemprego tem menor taxa desde 2001, mas renda cai, diz IBGE

27 novembro 2004 - 16h17

A taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país caiu pelo segundo mês seguido em setembro. A renda do trabalhador, no entanto, não acompanhou os sinais de melhora na economia e também recuou.Segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego caiu para 10,5% da PEA (População Economicamente Ativa) no mês passado.Trata-se da menor taxa desde outubro de 2001, mês em que o IBGE modificou a metodologia da pesquisa de emprego e iniciou uma nova série histórica. Em dezembro de 2002, o indicador chegou a atingir o mesmo patamar, de 10,5%.Segundo o gerente da pesquisa, Cimar Pereira, a leitura dos resultados é otimista. "Ter esse resultado no décimo mês do ano é bastante positivo. Em 2002 isso só aconteceu em dezembro", disse.Em setembro, a taxa havia ficado em 10,9%, abaixo dos 11,4% verificados em agosto. Também houve queda na comparação com outubro do ano passado, quando a taxa havia sido de 12,9%. Entre as regiões, na comparação entre setembro e outubro, houve queda significativa em Porto Alegre, onde a taxa caiu de 8,7% para 7,6% da PEA. Em São Paulo, a taxa caiu de 11,7% para 11,2%.Normalmente, no fim do ano a taxa de desemprego apresenta queda em razão do aumento do número de trabalhadores temporários. Em razão disso, o IBGE prevê uma tendência de queda ainda maior para a taxa de desemprego, mas não arrisca previsões sobre a possibilidade de a taxa ficar em apenas um dígito.Parte do resultado positivo, no entanto, pode ser atribuído à redução no número de pessoas em busca de emprego. Houve queda de 4,1% em relação a setembro. Neste período, 98 mil pessoas pararam de procurar trabalho. Hoje, a população desocupada soma 2,3 milhões de pessoas. Em relação a outubro do ano passado, a variação é ainda mais significativa: houve uma queda de 17,9%, o equivalente a 495 mil pessoas.Segundo Pereira, a queda em relação a outubro do ano passado pode ser explicada pela maior absorção de mão-de-obra no mercado de trabalho, com destaque para as contratações na indústria.Ainda não há como explicar uma variação tão expressiva de setembro para outubro, segundo o IBGE. O instituto afirma, no entanto, que não houve aumento no desalento, o estágio em que a pessoa simplesmente desiste de procurar emprego. Parte da população que parou de procurar emprego neste período, no entanto, tornou-se inativa.

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