Menu
Busca sábado, 27 de fevereiro de 2021
(67) 99257-3397

Desempregados prometem o maior protesto na Argentina

11 maio 2004 - 19h25

Grupos de desempregados da Argentina bloquearão amanhã 120 estradas em todo o país com o objetivo de pedir trabalho e melhorias nos planos sociais ao governo, disse hoje, terça-feira, um dos organizadores do protesto. Os "piqueteiros", como são conhecidos na Argentina os desempregados que bloqueiam vias reivindicando trabalho e alimentos, ameaçam realizar durante sete horas o "maior protesto" contra o presidente Néstor Kirchner desde que assumiu seu cargo, há quase um ano. "É um plano nunca visto porque todo o movimento "piqueteiro" se unirá para cortar os principais acessos do norte ao sul do país pedindo trabalho, além de subsídio para todos os desempregados", afirmou à EFE Néstor Pitrola, titular do Pólo Operário, e um dos organizadores do protesto. "O governo deve mudar sua política social e econômica porque não beneficia nenhum dos argentinos", acrescentou. Os "piqueteiros" também pedirão que seja elevado para 350 pesos (cerca de 150 dólares) o valor do plano denominado "donos e donas de casa". Neste projeto, 2,3 milhões de pais de família desempregados recebem atualmente uma ajuda estatal de 150 pesos mensais (51 dólares). "O governo está totalmente inclinado a ceder à extorsão imperialista econômica e política, submetendo o povo argentino. Acabou a demagogia e cede-se aos poderosos. Mas acreditamos que a unidade que a luta operária está alcançando pode conseguir bons resultados", assinalou Pitrola. Só na capital argentina e as cidades que à sua volta, os manifestantes prevêem realizar 15 bloqueios, aos quais se somarão, em alguns casos, movimentos de aposentados, trabalhadores estatais e professores universitários que buscam uma melhoria salarial. Além disso, os desempregados exigirão que o governo de Kirchner estabeleça anulação do processo judicial de quatro mil "piqueteiros" por seus atos de protesto. Uma outra reivindicação é o fim do pagamento da dívida externa para utilizar esse dinheiro na geração de fontes de trabalho. A economia argentina cresceu 8,7 por cento no ano passado, após queda de 20 por cento acumulada pela recessão registrada entre 1998 e 2002. No entanto, este crescimento ainda não conseguiu reverter a grave situação social do país, onde mais da metade de seus 36 milhões de habitantes vive na pobreza e 14,5 por cento da população economicamente ativa está sem emprego.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Polícia encontra mais de 4t de maconha escondida em mata
TRÁFICO
Polícia encontra mais de 4t de maconha escondida em mata
VACINAÇÃO
Dourados recebe novo lote com 2.890 doses de Coronavac e Astrazeneca
Covid-19: Dourados registra 85 novos casos e 2 óbitos
PANDEMIA 
Covid-19: Dourados registra 85 novos casos e 2 óbitos
MS ultrapassa a marca de 3,3 mil mortos por coronavírus
PANDEMIA
MS ultrapassa a marca de 3,3 mil mortos por coronavírus
Em Dourados, Renato Câmara participa da inauguração da 1º Granja de Ração Líquida do Brasil
POLÍTICA
Em Dourados, Renato Câmara participa da inauguração da 1º Granja de Ração Líquida do Brasil
AMAZÔNIA 1
Satélite brasileiro será lançado na madrugada deste domingo
ALDEIA JAGUAPIRU
Embriagado, homem descumpre medida protetiva e tenta agredir policial
DOURADOS 
Bêbado cai de moto na frente de viatura e acaba preso pela Guarda
ECONOMIA
Banco do Brasil ajuda estados e municípios a cobrar impostos via Pix
LEGISLATIVO DE MS
Deputado Neno Razuk solicita verbas para recapeamento de trecho da MS-487

Mais Lidas

DOURADOS 
Operação desarticula quadrilha especializada em furtos de máquinas agrícolas
DOURADOS 
Mulher é esfaqueada na região central e encaminhada ao HV em estado grave
PARAGUAI
Quadrilha é presa com 1,4 tonelada de cocaína e até avião na fazenda de Pavão
DOURADOS 
Mulher que esfaqueou rival é autuada em flagrante por tentativa de homicídio