O descaso evidente por parte do governo federal em relação aos conflitos existentes entre indígenas e produtores rurais ainda causará tragédia em Mato Grosso do Sul. O barril de pólvora ‘cultivado’ entre os dois lados ainda não explodiu e o receio maior é de uma nova Eldorado dos Carajás, no Estado do Pará.
O caso em questão ocorreu em abril de 1996 entre integrantes do Movimento Sem-Terra e a Polícia Militar e deixou 19 mortos num dos mais sangrentos confrontos agrários do país.
Quase 20 anos depois, em áreas sul-mato-grossenses, a briga entre os dois segmentos tende a se tornar fato parecido. Por isso a necessidade do governo em interferir e definir a questão.
O caso mais recente ocorreu em Coronel Sapucaia na quarta-feira, onde, segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), integrantes da comunidade guarani e kaiowá invadiram a fazenda Madama e travaram conflito com fazendeiros da região.
Em outras situações, lideranças, proprietários de terra e até policiais foram assassinados por conta da briga.
Os dois lados afirmam ser donos de terras. Índios remetem o fato a seus antepassados e contam com estudos de antropólogos, enquanto os produtores apresentam documentos oficiais como comprovante.
É nítido que ambos buscam razão para a posse de propriedade, porém, não tem como fazer vistas grossas para a grandeza que a situação se tornou. No Estado, existe uma guerra rural que se alastra por anos e diante das verdades de cada um, parece que o governo se exime do problema, lava as mãos para os fatos.
Pior ainda, força uma situação de inimizade entre as partes para que tudo seja resolvido entre eles e da pior maneira, na base da guerra.
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