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Derivados dos trigo podem ficar até 15% mais caros

17 abril 2008 - 09h57



O pão francês e o macarrão estão na lista de produtos derivados do trigo que deverão ficar mais de 12% a 15% mais caros, já a partir deste mês. O alerta foi feito pelas lideranças da cadeia produtiva industrial. Entre os motivos para a alta, está o aumento do custo do trigo. Com o atraso na oferta do produto argentino, a alternativa foi buscar a opção do cereal produzido nos Estados Unidos e Canadá, conforme explicou para a Agência Brasil o presidente da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), Luiz Martins.
Ele informou que para complementar a oferta interna (3,8 milhões de toneladas), estão sendo importadas 600 mil toneladas do trigo americano, que tem preço mais elevado do que o parceiro do Mercosul. A cotação média saltou de US$ 260, em 2007, para US$ 400, em 2008. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ser regularizado o fornecimento da Argentina, Martins reagiu com ceticismo. "Eles tem problemas internos com os produtores de trigo e com exportadores tradicionais que já tem compromissos assumidos no exterior", salientou.
Para evitar que haja uma redução no consumo doméstico de alimentos à base de trigo, como pães, biscoitos, massas em geral, dentre outros, Martins defendeu medidas de incentivos fiscais e tarifários. "A primeira medida seria a retirada da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de países fora do Mercosul, imposto que significa 10% e reflete no preço da farinha em 16%", citou.
Além disso, o dirigente sugeriu a redução sobre a cobrança do Adicional de Frete para a Recuperação da Marinha Mercante, a desoneração do ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias), nos estados, e inclusão do setor no projeto de reforma tributária.
De acordo com o presidente da ABIP (Associação Brasileira da Indústria de Panificação), Alexandre Pereira da Silva, o consumo individual de pão no Brasil, por ano, está em torno de 33 quilos. O consumo é pouco mais da metade do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). "Estamos preocupados porque sempre que aumentam os preços. cai o consumo", disse.

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