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Deputado quer investigar grupo de extermínio no Nordeste

29 agosto 2004 - 23h50

O deputado Luiz Couto (PT-PB) assumiu em setembro de 2003 um cargo nada almejado na Câmara Federal: o de relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que iria investigar a ação dos grupos de extermínio na Região Nordeste.Quase um ano depois, muitas ameaças de morte contabilizadas e a perda da liberdade - o deputado foi obrigado a aceitar a companhia constante de dois policiais federais que fazem sua segurança - Luiz Couto apresentou seu relatório. O texto denuncia a participação de políticos, membros do Judiciário e do Executivo atuando em organizações criminosas de extermínio. E o mais impressionante: revela que 80% dos matadores são membros das polícias Civil e Militar, profissionais da ativa ou reformados que, ao lado de presidiários, cometem crimes em nome de "uma limpeza social". A missão mais difícil do deputado, no entanto, tem sido a de enfrentar os seus colegas na Câmara Federal. Por duas vezes, Luiz Couto tentou apresentar seu parecer para ser aprovado pela CPI, mas as iniciativas acabaram frustradas por falta de quórum. Demonstrando a mesma coragem de quem já teve sua vida negociada por R$ 40 mil ou por R$ 3 mil cada bala e mesmo assim não esmoreceu, Luiz Couto acusa membros da comissão de boicotarem a aprovação do relatório para proteger aliados que foram citados no texto como integrantes de grupos de extermínio. Aos que acham que ele vai desistir, Luiz Couto avisa: "Quero criar uma CPI nacional para investigar as ramificações do crime de extermínio em todo País". Agencia Nordeste - O senhor acha que grupos de extermínio existiriam sem a presença de pessoas influentes, como parlamentares, juízes, empresários, entre outros? Luiz Couto "Eu diria que eles existem porque há uma omissão, uma conivência e até a participação de setores do poder público, seja ele do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Publico, seja também de forças auxiliares. Onde o Estado não cumpre a sua missão de assegurar a tranqüilidade e a paz, quando o Estado não combate o crime organizado, esses grupos se arvoram no sentido de formar uma espécie de tribunal, onde eles decidem sobre a vida das pessoas"Para o deputado, somente a força poderá ter força para agir de forma integral para se combater o crime organizado, não basta agir isoladamente." Temos que criar uma Força-tarefa da Polícia Federal em alguns estados. Também sugerimos um projeto de lei tipificando o crime de extermínio, apontando também o mandante e o protetor" finalizou .

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