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Delcídio vai a Roraima tentar resolver conflito indígena

05 fevereiro 2004 - 12h28

O Senador Delcídio do Amaral Gomez (PT/MS) e os  membros da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado embarcam na noite desta quinta-feira, com destino a  Boa Vista, capital de Roraima, onde vão ajudar na solução do conflito que envolve índios , produtores rurais, o Governo de Roraima e a própria Funai (Fundação Nacional do Índio), em conseqüência da criação da Reserva Raposa/Serra do Sol, na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana.O senador sul-mato-grossense foi convocado para a viagem  pelo Ministro da Coordenação Política , Aldo Rebelo, que  o chamou ao Palácio do Planalto e destacou a importância da missão para o governo. O Presidente Luís Inácio Lula da Silva está preocupado com a situação em Roraima, que envolve, inclusive, questões de segurança nacional. Delcídio é o único parlamentar do PT a integrar a comissão do Senado criada especialmente para acompanhar e ajudar na solução de conflitos indígenas no país. Ele vai atuar como relator da comissão, que é integrada, também, pelos senadores  Mozarildo Cavalcanti (PPS/RR), Romero Jucá (PMDB/RR), Jeferson Perez (PDT/AM) e Eduardo Siqueira Campos (PSDB/TO). Depois de Roraima, a comissão virá a Mato Grosso do Sul, acompanhar o conflito que envolve produtores rurais e indígenas no município de Japorã, no Cone Sul do estado.O conflito que envolve índios, produtores rurais, a Funai e o estado de Roraima vem se arrastando há décadas. No final de 2002, último ano da administração do presidente Fernando Henrique Cardoso, o governo decidiu acatar estudo antropológico da Funai e aprovou a criação da Reserva Raposa/Serra do Sol, a partir da união de duas aldeias distantes 150 km uma da outra. Com isso foi criado uma reserva com aproximadamente 1 milhão e 700 mil hectares, onde estão localizadas centenas  de  propriedades rurais - a maioria produtora de arroz -  e até uma cidade inteira -  Uiramutã -  que teriam de ser removidas. A reserva ocupa uma faixa de 2 mil quilômetros de fronteira do Brasil com a Guiana e a Venezuela, o que provoca sérias preocupações das Forças Armadas em relação à soberania e à segurança nacional. Na região vivem integrantes de cinco povos indígenas : Macuxis, Ingaricós, Tauarepangues, Uapixangues e Patamonas. 

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