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Delcídio tenta evitar adesão de senadores à CPI dos Correios

20 maio 2005 - 09h18

O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) está conseguindo segurar os demais senadores petistas, evitando a adesão do grupo à proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar denúncias de esquema de propinas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Cristovam Buarque (DF), Eduardo Suplicy (SP) e Tião Viana (AC) já manifestaram intenção de assinar o requerimento. Delcídio, no entanto, pediu aos três que aguardassem. “Acho desnecessária esta CPI. Acho inacreditável. Mas era impossível barrar. De qualquer forma, como é um fato isolado, não há o que temer. Mas a CPI vai prejudicar a agenda positiva do Congresso”, admitiu o senador. Já os deputados petistas, em reunião quase permanente desde a noite de terça-feira (17), com a participação do presidente José Genoino e do tesoureiro Delúbio Soares, estão com os nervos à flor da pele. Os que assinaram o pedido de criação da CPI foram chamados de ingênuos por Genoino e quase de traidores do governo por Professor Luizinho (PT-SP). “É um erro político apoiar a CPI. É ingenuidade achar que a oposição não vai usá-la para derrotar o PT em 2006. Temos que fazer um pacto para evitar isso”, disse Genoino.Ainda sem saber o que fazer em relação à CPI, os líderes governistas ganharam uma semana de tempo para detalhar a estratégia de reação. Governistas acham que ainda dá para impedir a instalação da CPI com a retirada de assinaturas. Se instalada, a presidência da CPI ficará com um senador do PMDB e a relatoria, com um deputado do PT, maiores bancadas no Senado e na Câmara. Regimentalmente, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), será obrigado a indicar os integrantes de cada partido na CPI se os líderes não o fizerem num prazo de 30 dias depois da leitura, que deverá acontecer na próxima semana. Câmara Federal - O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), disse que vai discutir com os líderes e com Renan o encaminhamento que será dado ao pedido, mas argumentou: “Uma CPI é um grande embaraço. Todo mundo sabe como começa mas não sabe como termina”, disse Severino. Ele defendeu Roberto Jefferson, presidente do PTB, acusado de chefiar um esquema de corrupção nos Correios. “Ele provou que não tem nada para que possa ser condenado. Não vamos encontrar nada que desabone o deputado”, afirmou.Já assinaram o pedido 217 deputados e 49 senadores. Na Câmara, todos os partidos aderiram à CPI, inclusive o PT, com 19 nomes.

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