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Delcídio quer pressa na liberação de recursos para Capital

01 março 2010 - 17h39

O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) vai atuar junto ao governo federal no sentido de acelerar a liberação dos recursos que serão solicitados pela prefeitura para consertar os estragos causados pela chuva do último sábado em Campo Grande.

“Vamos fazer gestões junto ao ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, e ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para que o pedido tramite de maneira rápida e a prefeitura possa iniciar as obras imediatamente”, anunciou o senador, que participou nesta segunda-feira, 1 de março, da reunião convocada pelo prefeito Nelson Trad Filho na Esplanada da Estação Ferroviária.

Delcídio está chocado com o rastro de destruição deixado pelo temporal.

“No sábado à noite, logo que a intensidade da chuva diminuiu, percorri trechos da Avenida Ricardo Brandão e a região em torno do shopping. Parecia uma praça de guerra, com árvores arrancadas, dezenas de carros danificados e o asfalto destruído. O desespero estava estampado no rosto das pessoas. Nunca vi Campo Grande sofrer tanto”, comentou o senador.

Mesmo antes de ficar pronto o relatório dos setores técnicos da prefeitura sobre os prejuízos , que servirá de base para que o prefeito Trad Filho decrete situação de emergência e, com isso, tenha acesso aos recursos, Delcídio já está atuando junto ao governo federal para acelerar a tramitação do pedido.

“Juntamente com os demais membros da bancada, sob a coordenação do deputado Moka (PMDB), entramos em contato telefônico com a Defesa Civil e a Presidência da República, para que o prefeito seja recebido ainda esta semana. A situação é muito grave, especialmente na Avenida Ceará, próximo ao Residencial Cachoeirinha, e na Avenida Ricardo Brandão. As obras têm que começar o quanto antes porque o risco dos prejuízos aumentarem, caso ocorram novos temporais, é muito grande, e os moradores não podem ficar expostos ao perigo”, ponderou o senador. “Nesta terça-feira chego a Brasília e, pessoalmente, reforço o pedido”.

Delcídio diz que, além das medidas de curto prazo, é preciso repensar a política do uso do solo em Campo Grande, especialmente nas regiões de nascente dos córregos e nas margens dos rios.

“A ação agora é emergencial, para consertar os estragos causados pelas chuvas de verão. Mas é preciso fazer um grande debate, incluindo aí técnicos da prefeitura, a Câmara de Vereadores, o CREA, especialistas das universidades públicas e privadas, associações de moradores, enfim, todos os segmentos da sociedade, para discutir o tipo de crescimento e de ocupação que queremos para a capital. Temos que adotar medidas preventivas e , se for o caso, readequar a legislação, para que não venhamos a ter no futuro prejuízos como os que estamos tendo agora”, defende o senador.






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