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Delator teria citado Delcídio e outros três políticos em caso Petrobrás, diz revista

13 setembro 2014 - 12h32

O senador e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral (PT), foi citado pela revista Isto É como um dos denunciados pelo ex-diretor Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo a publicação, além de Delcídio, também foram delatados pelo ex-executivo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e o também senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

Dias atrás, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves tiveram os nomes divulgados.

Além deles, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP, Romero Jucá, senador do PMDB, Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT, João Pizzolatti, deputado federal do PP, e Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP, e até o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado acabaram incluídos nas acusações.

“Os levantamentos preliminares já confirmaram que boa parte da lista de parlamentares e chefes de governos estaduais contemplada, segundo o delator, pelo ‘propinoduto’ da Petrobras, tem conexão direta com as empresas envolvidas no esquema da estatal. Levantamento feito na prestação de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que cinco empreiteiras acusadas de participar do esquema este ano doaram quase R$ 90 milhões a políticos relacionados ao escândalo”, diz trecho da reportagem.

Procuradas pela revista de circulação nacional, as empresas envolvidas responderam que as doações “seguem rigorosamente a legislação eleitoral”. A PF, no entanto, apura a origem dos recursos doados e se, além dos repasses oficiais, houve remessas ilegais.

A campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC.


CANDIDATO RESPONDE

Em nota, o senador respondeu o fato de ter o nome citado e chama a reportagem da revista de 'esdrúxula'. Segundo ele, a menção de seu nome se dá dentro de um contexto absolutamente legal, de doações e campanhas.

“A menção do meu nome se dá dentro de um contexto absolutamente legal de doações de campanha, considerando que todas as doações citadas foram via Diretório Nacional do PT e feitas por empresas legalmente aptas a faze-las, de forma idêntica às efetuadas para todos os principais partidos políticos dessa e de eleições passadas em praticamente todos os estados brasileiros, como poderá ser atestado numa simples consulta ao site do TSE porque lá estão registradas, cumprindo rigorosamente o que a legislação determina”, remete a nota.

Em seguida, o senador diz que o material serve apenas para que candidatos desesperados utilizem a reportagem como tiro de ‘festim’ e afirma que tomará as medidas jurídicas contra o veículo de circulação nacional.

“O texto publicado, além de servir unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários, inclusive e principalmente no Mato Grosso do Sul, não tem outra utilidade que não seja ser destinado à lata de lixo. É uma vergonha para o jornalismo do Brasil e uma afronta para o bom senso de qualquer cidadão de bem deste país. Certamente, diante desse escárnio, não me resta outra alternativa senão tomar, imediatamente, todas as medidas jurídicas que o caso requer”.

Em Mato Grosso do Sul, o candidato do PT cancelou toda a sua agenda neste sábado (13) por conta da morte de um dos colaboradores de sua campanha, Waldemar Porto de Quadros.

CONFIRA NOTA NA ÍNTEGRA:

Na esdrúxula matéria de capa da edição 2338 da revista IstoÉ, onde meu nome é citado, para restabelecer a verdade, esclareço:

1 - A menção do meu nome se dá dentro de um contexto absolutamente legal de doações de campanha, considerando que todas as doações citadas foram via Diretório Nacional do PT e feitas por empresas legalmente aptas a faze-las, de forma idêntica às efetuadas para TODOS os principais partidos políticos dessa e de eleições passadas em praticamente TODOS os estados brasileiros, como poderá ser atestado numa simples consulta ao site do TSE porque lá estão registradas, cumprindo rigorosamente o que a legislação determina.

2 - A matéria, além de redação confusa e desestruturada, contém também erros ridículos de informação básica a meu respeito, considerando que jamais militei no PFL como afirma a revista, entre outras barbaridades.

3 - O texto publicado, além de servir unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários, inclusive e principalmente no Mato Grosso do Sul, não tem outra utilidade que não seja ser destinado à lata de lixo. É uma vergonha para o jornalismo do Brasil e uma afronta para o bom senso de qualquer cidadão de bem deste país.

4 - Certamente, diante desse escárnio, não me resta outra alternativa senão tomar, imediatamente, todas as medidas jurídicas que o caso requer.

Aos que pensam em se locupletar politicamente dessa matéria pífia e covarde, flagrantemente encomendada para fins espúrios, e que foi previamente anunciada na manhã de ontem por um candidato adversário em Campo Grande, saibam que essa atitude me fortalece ainda mais para combater também esse tipo de crime em nosso estado.

Delcídio Amaral

Senador PT/MS

Candidato do PT/MS ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul

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