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Degradação florestal no Pantanal é tema de dissertação na UNIDERP

15 maio 2007 - 16h49

Entomofauna terrestre como indicadora de degradação de fragmentação florestal no Pantanal do Negro, Mato Grosso do Sul, é o título da dissertação que será defendida por Helder Antônio de Souza, no programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da UNIDERP. A apresentação do trabalho acontece nesta quinta-feira (17), às 14h, na sala 5 do bloco E3, campus III da Instituição. Participam da banca examinadora os professores Silvio Fávero e José Sabino, da UNIDERP, e Márcio do Nascimento Ferreira, da UFMT.



"O Pantanal é uma planície de inundação periódica, considerada uma das áreas úmidas mais importantes do globo, reconhecida como importante pela constituição brasileira (patrimônio natural), pela UNESCO (como reserva da biosfera) e pela INTECOL (como área úmida de relevante importância global). Nesse sistema ecológico existem processos ambientais importantes, tais como: fluxo hídrico e armazenamento de água; ciclagem de nutrientes e armazenamento de sedimentos, além de uma grande biodiversidade, alimentada pela riqueza de nutrientes", comenta Souza.



Segundo o mestrando, apesar de sua riqueza e importância ambiental, ações antrópicas são comuns na região, como o desmatamento, que reduz o hábitat natural e modifica a paisagem e a qualidade da água, propiciando o assoreamento e comprometendo o ecossistema natural, o equilíbrio da cadeia alimentar e a biodiversidade. Ele explica que para detectar e monitorar os padrões de mudança na biodiversidade causados pelas ações antrópicas, é possível utilizar espécies, ou grupo de espécies, que funcionam como bioindicadores de degradação ambiental.



"Vários trabalhos têm utilizado a entomofauna como bioindicadora de degradação devido a sua alta diversidade e resposta às modificações no ambiente físico e biológico. Trabalhos que estabelecem relações entre fragmentos de vegetação e a entomofauna associada foram realizados nos biomas Araucária, Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia", explica.



Para ele, o bioma Pantanal carece desses estudos para melhor compreensão de sua dinâmica biológica, a fim de propiciar medidas para o uso racional de seus recursos naturais ainda disponíveis e pouco conhecidos, além de demonstrar através do monitoramento, possíveis perdas de biodiversidade.

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