Menu
Busca quarta, 28 de julho de 2021
(67) 99257-3397

Dallari quer financiamento público de campanha

31 outubro 2004 - 16h35

O jurista e professor da Universidade de São Paulo Dalmo Dallari afirmou que a reforma política é fundamental para que o Brasil seja, de fato, um país democrático. Em entrevista à Rádio Nacional AM, o especialista destacou a importância da aprovação de propostas como o financiamento público de campanhas eleitorais. No seu entendimento, a medida é fundamental para neutralizar a influência do poder econômico na disputa política. "No entanto, especialmente aqueles que se beneficiam de grandes doações para campanha e que estão lá no Congresso Nacional se opõem a isso", criticou. Para Dallari, o financiamento público de campanhas faz parte de um pacote de possíveis medidas saneadoras, que ainda não chegaram ao conhecimento da população. "Um dos pontos fundamentais é dar publicidade às propostas. Quais são as propostas? O que está circulando no Congresso Nacional sob o rótulo de reforma política? Eu gostaria de saber e muitos brasileiros gostariam também, gostaríamos inclusive de poder opinar, discutir, mas, para isso, precisamos da informação", salientou. Entre os pontos que o jurista considera essenciais está a discussão sobre a representatividade de cada estado e do Distrito Federal no Senado. Atualmente, cada unidade federativa conta com três senadores no Congresso, escolhidos para exercer um mandato de oito anos. "Estados como Roraima e Piauí têm o mesmo número de senadores que São Paulo, que tem um número infinitamente maior de eleitores, uma população muito maior. Não é questão de querer ser mais importante ou menos importante, é que não é democrático fazer com que realidades tão diversas tenham exatamente o mesmo peso na hora das decisões", argumentou. Outro problema, na avaliação do professor, decorre do sistema de federalismo de Estado implementado no Brasil. Dallari defendeu a proposta apresentada por um colega, o professor de Direito Constitucional Paulo Bonavides, de estabelecer no país o federalismo de regiões. "Acho que seria alguma coisa para se discutir, porque o federalismo de Estado favorece os oligarcas locais. Eles têm um peso muito grande no Congresso Nacional e é a união deles que determina a nossa política. Eu acho que em grande parte isso está atrasando o Brasil". Dalmo Dallari destacou ainda que a Constituição Federal de 1988 foi a primeira a estabelecer que o Brasil é uma democracia representativa, mas também direta. "No entanto, o Congresso Nacional restringiu de tal maneira o uso do plebiscito e do referendo, como também a possibilidade de propor projetos de lei de iniciativa popular, que essa participação do povo está quase anulada", lamentou.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Veículo carregando com 200 quilos de maconha é apreendido na BR-267
Veículo carregando com 200 quilos de maconha é apreendido na BR-267
JUDICIÁRIO
Gilmar Mendes manda PGR se manifestar sobre investigação de Braga Netto
Jovem é agredida por tio após ele encontrar teste de gravidez no banheiro
Atleta de MS, Leonardo de Deus termina final dos 200m borboleta longe do pódio
JOGOS DE TÓQUIO
Atleta de MS, Leonardo de Deus termina final dos 200m borboleta longe do pódio
Frio: prefeitura cria força-tarefa para atender pessoas em situação de rua
DOURADOS
Frio: prefeitura cria força-tarefa para atender pessoas em situação de rua
Brasileiro acusado de feminicídio é deportado do Paraguai
EDUCAÇÃO
IFMS abre matrículas da 2ª chamada para cursos de qualificação profissional
MEIO AMBIENTE
PMA resgata filhote de veado em quintal de residência em Guia Lopes
CREDENCIAMENTO
Escolagov divulga pontuação de candidatos em processo seletivo
FRONTEIRA
Polícia prende acusado de tentativa de estupro contra estudantes de medicina

Mais Lidas

ESTRELA PORÃ
Homem que atropelou e matou adolescente de 13 anos é preso em Dourados
DOURADOS
Acidente no Centro deixa motociclista com fratura na perna e motorista foge
DOURADOS
Preso, jovem afirma ter bebido e que fugiu por medo de linchamento
DOURADOS
Drogas e submetralhadora são apreendidos no Idelfonso Pedroso