Da Redação
Como foco nas empresas sul-mato-grossenses interessadas em alavancar recursos no exterior e que querem obter mais informações sobre as vantagens de atuar fora do Brasil, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems e o Sebrae/MS realizaram, nesta terça-feira (15), na sede do IEL de Campo Grande, o curso “Formação de Preço e Tributação no Comércio Exterior”. Trata-se da terceira capacitação em comércio exterior disponibilizada pelas três entidades e foi ministrada por Gabriel Segalis, que é mestre em Administração pela Ebape/FGV e especialista em Marketing pela PUC/RJ e em Comércio Internacional pela Unesa.
O curso integra projeto que visa melhorar a competitividade e a inserção internacional das empresas, sendo que já foram promovidas outras duas capacitações com os temas “Exportação Passo a Passo” e “Planejamento Estratégico para Exportação” e estão programadas novas capacitações até o fim deste ano. Durante o curso, Gabriel Segalis falou sobre a formação de preço, a tributação em comércio exterior, aspectos tributários na exportação, aspectos tributários na importação, tributação em regimes especiais, produtos contratados e empresa contratada.
Ele ressaltou que o preço não pode ser exatamente o mesmo que a empresa pratica para o mercado interno, pois os impostos locais não devem ser exportados junto com a mercadoria. “O objetivo desse treinamento é ensinar técnicas de formação de preço internacional, os aspectos tributários na exportação e importação, sua interferência no preço final da mercadoria”, disse.
Gabriel Segalis completa que os custos logísticos internacionais são basicamente o frete e o seguro internacional, que, dependendo da forma de venda, deverão ser acrescentadas ao preço unitário, de acordo com o Incoterm (termos internacionais de comércio) escolhido. “Assim, a formação do preço unitário internacional varia conforme a sigla que estiver sendo combinada com o importador, pelo repasse dos custos logísticos internacionais. A elaboração da planilha deve seguir as siglas, que definem os custos e responsabilidade do exportador e importador”, explicou.
O especialista acrescenta que na formação do preço, tomando como base o praticado no mercado interno, é necessário que se inclua a margem a margem de lucro que a empresa exportadora pretende ganhar. A coordenadora do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, destacou os serviços oferecidos pela entidade para apoiar a internacionalização das empresas por meio da promoção de negócios, inteligência comercial e emissão de documentos.
Durante o encontro, ela também apresentou o mapeamento dos perfis de oportunidades que existem na plataforma EEN (Enter prime Europa Network), que tem a participação de mais de 50 países e possibilita a realização de negócios entre os países, através da publicação de oportunidades. Fernanda Barbeta ressaltou que a oficina integra o encadeamento de ações para a preparação das empresas para a internacionalização como um todo. "As empresas têm dificuldade com a formação de preço, pois não se trata apenas da conversão do preço em real para a moeda em questão, mas envolve custos com despachante, tributação, se existe acordo comercial, entre outros", declarou.
Para a empresária Isabel Muxfeldt, da Joias do Pantanal, que confecciona joias utilizando o chifre bovino como matéria-prima, além de ajudar a entender o mercado internacional e a melhor a forma de negociação, o curso auxilia no planejamento e organização para o mercado nacional também. “As informações explanadas no curso e o entendimento que nos oferece são fundamentais para tomar decisões mais acertadas”, afirmou.
Já o empresário Claudio Salomão, do ramo do vestuário, também destacou a importância de participar e disse que cada curso traz uma experiência diferente. “Ajuda a identificar o foco e a maneira correta de fazer. Hoje foi identificado que o Incoterm que definimos está diferente do praticado, porque o importador paga o frete, mas nós é que contratamos esse serviço”, falou.
O sócio-proprietário do Grupo Acorci, Luiz Carlos Acorci Filho, que atua no Projeto Isca Viva com foco na pesquisa para o aprimoramento da produção e reprodução de peixes, também participou do curso. “Já tive algumas experiências na área, fiz um MBA nos Estados Unidos, mas se atualizar e entender um pouco como a nossa região está pensando na exportação e trazer outras pessoas da nossa empresa para entender a área é de grande valia. Já temos clientes e produtos definidos, preços e estamos depende de questões burocráticas, mas até o final do ano a gente pretende iniciar a exportação”, disse.
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