A alta mundial dos preços do arroz, recentemente agravada pela seqüência de anúncios de suspensão de exportações do cereal em diversos países - como Vietnã, Índia, Indonésia e Egito - já chegou às prateleiras brasileiras e não vai embora tão cedo, segundo especialistas.
No varejo, o preço do arroz subiu 15% somente nos últimos 30 dias nos supermercados paulistas, de acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas). De acordo com especialistas, o aumento do consumo e a redução na oferta mundial devem manter a tendência de alta nos preços até o fim de 2008.
Isso porque, ao contrário do que geralmente ocorre, os preços subiram em plena safra. A colheita do arroz no Brasil ainda nem terminou e, desde o início do plantio, o preço da saca no mercado interno saltou de R$ 19 para os atuais R$ 31 - um salto de 63%.
De acordo com Francisco Schardong, representante da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) na Câmara Setorial de Arroz do Ministério da Agricultura, há um volume considerável do cereal à espera da colheita. Segundo ele, 15% da safra ainda não foram colhidos.
"O mercado vai continuar firme. O produto fez seu preço em função da procura. A alta não foi forçada", afirmou Schardong.
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